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Agentes da Guarda Municipal que agrediram mulher podem ser exonerados

Os agentes que agrediram uma mulher na última quarta-feira (2), em Salvador, estão cumprindo “medidas administrativas”. O diretor da Guarda Municipal, Maurício Lima, conversou com o apresentador José Eduardo nessa sexta-feira (4) e disse que está acompanhando o processo [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/G1

Por Bárbara Silveira e Gabriel Nascimento no dia 04 de Novembro de 2016 ⋅ 09:59

Os agentes que agrediram uma mulher na última quarta-feira (2), em Salvador, estão cumprindo “medidas administrativas”. O diretor da Guarda Municipal, Maurício Lima, conversou com o apresentador José Eduardo nessa sexta-feira (4) e disse que está acompanhando o processo.

“A gente não compactua com aquela ação [violência]. Ressalto que era legítima [a ação], havia uma briga generalizada dentro do ônibus, a GM foi chamada para intervir, fez a intervenção, tirou as pessoas envolvidas para a condução, mas depois teve o excesso. Imediatamente a gente acionou a Corregedoria e já afastou os dois agentes da área operacional e vai ser instaurado o processo administrativo”, disse.

Questionado sobre a punição que será aplicada aos dois agentes, o diretor explicou que eles podem ser exonerados. “Não estou antecipando nenhuma posição, vai ter o direito de defesa, o processo administrativo tem o seu rito e vai ser seguido. Existem vários tipos de punição diante da gravidade, pode chegar a exoneração. Isso é prioridade, o acompanhamento de todos os processos administrativos que estão encaminhados na corregedoria”, explicou.

Outras agressões

Lembrado os outros episódios de violência envolvendo agentes da Guarda, como o que terminou na morte de um homem no bairro do Comércio, Maurício afirmou que o processo está em fase de depoimentos. "O processo administrativo do rapaz no Comércio, Joanildo Ferreira dos Santos, está aqui na minha mesa, é o 205/2016 está em fase de depoimento, faltando apenas o depoimento da Polícia Civil. Corre na justiça um processo paralelo com o MP, ele vai chegar a um final e vai ter resultado", disse.

Segundo o diretor, sob nova direção há 90 dias, a corporação tenta “se aproximar do cidadão”  posicionamento que, obviamente, não é cumprido por todos os agentes. “Queremos que o GM seja visto como alguém que traga o conforto. A gente não pode deixar de pontuar que isso não é a diretriz da instituição. Com relação aos cursos, estamos há 70 dias e vamos promover até o fim do ano mais cursos preparatórios do que já foram feitos nos últimas 2 anos. A diretriz é diferente, é fazer com que a GM seja mais próxima, a gente vem fazendo várias ações de prevenção temos uma atuação boa no Parque da Cidade, essas coisas quando acontecem a gente entende que tem que fazer a apuração”, afirmou.

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