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Segurança: Rui Costa diz que brasileiro vive "guerra não declarada"

Um dos assuntos comentados pelo governador Rui Costa (PT), nesta segunda-feira (7), em entrevista a Mário Kertész, durante o Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metrópole, foi a segurança. Segundo o petista, essa é uma questão importante e o brasileiro vive "uma guerra não declarada". [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Jessica Galvão e Matheus Morais no dia 07 de Novembro de 2016 ⋅ 08:10

Um dos assuntos comentados pelo governador Rui Costa (PT), nesta segunda-feira (7), em entrevista a Mário Kertész, durante o Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metrópole, foi a segurança — um verdadeiro calo para todas as administrações estaduais no Brasil. Segundo o petista, o brasileiro vive "uma guerra não declarada".

"Os furtos acontecem em qualquer lugar do mundo. Fui recomendado no hotel em Paris para tomar cuidado com os batedores de carteira. Na Itália e em Lisboa [, em Portugal,] também. O que nós temos no Brasil é um problema de uma dimensão maior. Vivemos no Brasil uma guerra não declarada. Temos isso em todo estado brasileiro, nesse ou naquele. Essa questão tem que ser tomada como nacional. O governo federal tem lavado as mãos ao longo dos anos nessa questão da segurança. Há uma fragilidade no Brasil quanto ao entrar de armas. Há uma fragilidade enorme no refinamento das drogas", disse. 

Ainda segundo Rui, o governo federal não ajuda o suficiente. "Ajuda pouco com a manutenção do sistema prisional. Um preso custa em média R$ 3 mil por mês por estado. É um custo alto, crescente. Abri um presídio em Conquista, vou abrir em Barreiras e Irecê. A população carcerária aumenta e o custo aumenta. Esse é um aspecto da medida corretiva. Estamos apostando aqui no Pacto pela Vida [programa de segurança pública criado pelo governo estadual que integra Poder Judiciário, sociedade, Ministério Público, Defensoria Pública, municípios, Assembleia Legislativa e União]. Temos dialogado com o Ministério Público para aperfeiçoar o trabalho. Tem um trabalho que depende das famílias. O que fundamenta uma sociedade são os valores da família. Tenho quatro filhos, dois criados. Você vai ensinando desde pequeno. É triste ver que ainda hoje temos crianças presenciando espancamento. Eu digo sempre que não é a pobreza que gera a violência, o que gera é a falta de carinho e de afeto na família e na sociedade. Isso é a base da distorção que vivemos", falou o governador.

Na ocasião, Rui contou ainda que estão sendo convocados mais 66 policias civis, 35 delegados e escrivães para o interior. "Por causa da lei de responsabilidade fiscal, nós já ultrapassamos o índice de pessoal, nós já estamos em 48%. Em função da queda de arrecadação, o índice subiu. Nós temos chamado, à medida que haja vacância por aposentadoria. O aprovados devem comparecer nos dias 28 e 29 deste mês para apresentar a documentação. Todos irão para o interior reforçar o trabalho da Polícia Civil, que atua, cada vez mais, em parceria com a Polícia Militar, para que a gente possa garantir a segurança dos baianos e baianas", disse Rui. 

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