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Neif Musse faz previsão: “Próxima geração vai viver até os 120 anos”

O médico cardiologista Neif Musse também comentou o avanço da medicina durante o Entre Páginas, que está sendo transmitido direto do Teatro Eva Herz, pela Rádio Metrópole, na tarde desta terça-feira (28). [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Morais no dia 28 de Julho de 2015 ⋅ 18:23

O médico cardiologista Neif Musse também comentou o avanço da medicina durante o Entre Páginas, que está sendo transmitido direto do Teatro Eva Herz, pela Rádio Metrópole, na tarde desta terça-feira (28). “Isso aconteceu a partir do século 18, houve sim esse avanço. Tiveram várias especializações. Pensava-se que a medicina e os médicos venciam a morte. Eu sou geriatra. Esta geração ultrapassará os 100 anos, a nossa 110. Possivelmente, a próxima 120. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, eu tenho muitos pacientes beirando 110 anos bem lúcidos. Dona Luzia está indo para os 108 anos, eu visito muito a casa dela, porque ela não tem mais condições dela ir lá, e vou também porque tem bolo. Ela me recebe tocando pandeiro. E não com bengala. No ideal popular, a medicina e os médicos, e a tecnologia venceram a morte”, contou Musse.


Para ele, a morte passa a ser um erro médico. “Uma paciente de 100 anos que morre com falência múltipla dos órgãos é considerada erro médico. Mas não, os dias dela acabaram. Uma pessoa vai se desenvolver, vai crescer e viver bem. A morte passa a ser antinatural, e as pessoas não aceitam isso. O médico não luta contra a morte, luta contra a doença. Usarei tudo, o conhecimento e a tecnologia, para combater a doença que se apoderou do seu corpo. Quando não conseguimos fazer isso, chamamos a outra irmã gêmea, a morte, e falamos: é com você”, disse o cardiologista.

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