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Na ilegalidade, motoristas da Uber adquirem adesivos de acesso ao Carnaval

Para melhorar o fluxo dos foliões e a organização da festa, o acesso de veículos tem ficado cada vez mais afastado do circuito do carnaval através das interdições da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). Com o objetivo de chegar mais facilmente aos passageiros, alguns motoristas do aplicativo Uber estão adquirindo de forma clandestina a credencial de veículos que dá acesso aos circuitos do carnaval. [Leia mais...]

[Na ilegalidade, motoristas da Uber adquirem adesivos de acesso ao Carnaval]
Foto : Reprodução/Transalvador

Por Lorena Dias no dia 19 de Fevereiro de 2017 ⋅ 14:01

Para melhorar o fluxo dos foliões e a organização da festa, o acesso de veículos tem ficado cada vez mais afastado do circuito do carnaval através das interdições da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). Com o objetivo de chegar mais facilmente aos passageiros, alguns motoristas do aplicativo Uber estão adquirindo de forma clandestina a credencial de veículos que dá acesso aos circuitos do carnaval.

"Tem que comprar o adesivo com um morador. Por exemplo, eu tenho aqui no meu carro, como se fosse morador, aí eu estou livre para circular no circuito", contou um motorista do aplicativo ao Metro1. A redação apurou com outros motoristas e constatou que o adesivo tem sido vendido a um custo de R$ 70 a R$ 100. O uso do adesivo por quem não é morador dos circuitos é ilegal.

De acordo com o superintendente da Transalvador, Fabrízzio Muller, a prática não é restrita aos usuários do aplicativo. "Não só Uber , mas a gente também tem visto nas redes sociais as pessoas vendendo os adesivos. É dificil identificar através das redes socais quem são os responsáveis, mas durante a nossa operação no carnaval, os fiscais vão utilizar um smartphone que consegue fazer a leitura do código de barras dos adesivos para saber o endereço de cada condutor", afirmou ao Metro1.

O superintendente disse ainda que, se os condutores forem flagrados com adesivos adquiridos de maneira clandestina, eles perdem o benefício e entram em uma espécie de "lista negra" da Transalvador. "No ano seguinte eles não terão o benefício do adesivo", garantiu.

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