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Entre Páginas: Terror para quem tem coragem

“Edgar Allan Poe: Medo Clássico – Vol. 1”. Nunca mais houve um autor como Edgar Allan Poe. Nunca mais haverá uma edição como esta. “Edgar Allan Poe: Medo Clássico” é uma homenagem ao mestre da literatura fantástica. Pela primeira vez, os contos de Poe estão divididos por temas que ajudam a visualizar a grandeza de sua obra: a morte, narradores homicidas, mulheres etéreas, aventuras, além das histórias completas do detetive Auguste Dupin, personagem que inspirou Sherlock Holmes.

[Entre Páginas: Terror para quem tem coragem]
Foto : Ilustrativa

Por Nardele Gomes no dia 23 de Fevereiro de 2017 ⋅ 17:30

“Edgar Allan Poe: Medo Clássico – Vol. 1”. Nunca mais houve um autor como Edgar Allan Poe. Nunca mais haverá uma edição como esta. “Edgar Allan Poe: Medo Clássico” é uma homenagem ao mestre da literatura fantástica. Pela primeira vez, os contos de Poe estão divididos por temas que ajudam a visualizar a grandeza de sua obra: a morte, narradores homicidas, mulheres etéreas, aventuras, além das histórias completas do detetive Auguste Dupin, personagem que inspirou Sherlock Holmes. “Edgar Allan Poe: Medo Clássico” apresenta ainda o poema “O Corvo” na sua versão original em inglês e nas traduções para o português de Machado Assis e de Fernando Pessoa. O livro traz ainda o prefácio do poeta francês Charles Baudelaire, admirador do autor e seu primeiro tradutor na França. Não é pouca coisa não.
Ainda na linha dos livros assustadores, “O Vilarejo”, de Raphael Montes. Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão. O autor é um jovem carioca, de apenas 27 anos, que vem despontando como um dos principais nomes do romance de terror e suspense no Brasil.
E pra fechar, um clássico do terror: “A Ilha do Dr Moreau”, de Herbert George (HG) Wells. À deriva, sem esperanças de sobreviver em alto mar, Charles Prendick é resgatado por um navio em missão das mais incomuns: levar a uma pequena ilha no Pacífico algumas espécies de animais selvagens. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar na ilha junto com o carregamento. Lá, ele conhece a figura do Dr. Moureau, um cientista que, exilado por suas pesquisas polêmicas na Inglaterra, realiza experimentos macabros com seus animais. Uma parábola sobre a teoria da evolução, também uma mordaz sátira social, “A ilha do Dr. Moreau” é um romance que, mais de cem anos após sua publicação original, permanece com a mesma força da surpresa e do horror.

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