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Secretário de Mobilidade diz que liberação do Uber interferiu no planejamento

Em entrevista ao Metro1, nesta terça-feira (28), o secretário municipal de Mobilidade (Semob), Fábio Mota, falou de alguns dados durante o Carnaval de Salvador. Segundo ele, o órgão está "muito feliz" com o trabalho que está fazendo. [Leia mais...]

[Secretário de Mobilidade diz que liberação do Uber interferiu no planejamento]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Jessica Galvão e Matheus Morais no dia 28 de Fevereiro de 2017 ⋅ 21:53

Em entrevista ao Metro1, nesta terça-feira (28), o secretário municipal de Mobilidade (Semob), Fábio Mota, falou de alguns dados durante o Carnaval de Salvador. Segundo ele, o órgão está "muito feliz" com o trabalho que está fazendo.

"Até hoje nós já transportamos 6,2 milhões de pessoas. O sistema de transporte está com 2600 ônibus, 400 linhas para o carnaval, 140 linhas especificamente 24h. O sistema que ligou os shoppings da cidade ao circuito foram mais de 100 mil pessoas transportadas. A linha que nós criamos ligando a Barra à Lapa, e a Lapa à Barra transportou mais de 500 mil pessoas. Tiramos os ônibus da Centenário e deixamos uma única linha. Reclamação de taxi foi bem menor do que nos anos anteriores, ou seja, os pontos fixos com o gradil também funcionou. Nós estamos com um balanço bastante positivo", disse.

Sobre a liberação do Uber em Salvador, Mota disse que não ficou "aborrecido", porém o feito interferiu no planejamento. "Quando nós planejamos o carnaval não tinha Uber como um transporte da cidade, mas estamos cumprindo a liminar, recorremos e o Tribunal ainda vai julgar depois do carnaval. O que nos deixou preocupado, é que por não ser um sistema regulamentado, nós não sabemos quem são os motoristas do Uber. Todo mundo que estava fazendo transporte clandestino virou Uber. Ontem teve pessoas oferecendo Uber na rua, quando Uber você pede pelo aplicativo, um risco muito grande para a população de pegar um transporte clandestino. a liminar saiu proibindo a fiscalização, e isso eu achei que foi demais para o nosso planejamento. Vamos aguardar o julgamento", concluiu.

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