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Nova via construída pela CCR piora trânsito e cria um novo ponto de lentidão

Inaugurada há cerca de um mês, a via expressa localizada entre as avenidas Luiz Viana Filho, a Paralela, e Antônio Carlos Magalhães já começou problemática. Com a promessa de melhorar o tráfego e reduzir os engarrafamentos, o novo trajeto virou dor de cabeça para quem se aventura pela região do Shopping da Bahia [Leia mais...]

[Nova via construída pela CCR piora trânsito e cria um novo ponto de lentidão]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Simoni no dia 18 de Março de 2017 ⋅ 08:30

Inaugurada há cerca de um mês, a via expressa localizada entre as avenidas Luiz Viana Filho, a Paralela, e Antônio Carlos Magalhães já começou problemática. Com a promessa de melhorar o tráfego e reduzir os engarrafamentos, o novo trajeto virou dor de cabeça para quem se aventura pela região do Shopping da Bahia. Construída pela CCR Metrô,  a via é uma contrapartida à Prefeitura de Salvador por conta de o metrô utilizar um trecho que era usado como corredor de ônibus. 

A via permite dar acesso à região do Itaigara ou Rio Vermelho, mas acaba provocando lentidão tanto na Paralela, como na própria ACM e em frente à Rodoviária, complicando a vida dos motoristas. Nas últimas semanas, a Metrópole acompanhou de perto a situação do trânsito na região e constatou que os maiores picos de tráfego são ao meio-dia e às 18h — dois horários que se tornaram ainda mais complicados.

Perigo antes, dificuldade depois
Além disso, os condutores acabam causando engarrafamentos na perigosa bifurcação entre os caminhos que levam à Av. Mário Leal Ferreira, a Bonocô, e à Av. ACM. Como se não bastasse, a região da rodoviária, conhecida pela entrada e saída de muitos ônibus, ainda ganhou o fluxo dos carros que cruzam a via para subir o viaduto Raul Seixas por um pequena abertura deixada pela Transalvador.

 

Motoristas questionam eficiência da via

Quem trafega pela região todos os dias ainda não viu melhorias no trânsito — muito pelo contrário, aliás. Para o publicitário Rigoberto Filho, a via acaba deixando o trânsito engarrafado no fim da Paralela e na entrada do viaduto Raul Seixas, sendo que antes a lentidão era maior somente na região da Avenida Tancredo Neves. “Deixava como estava, só arrumava a estética. Tirou o engarrafamento do viaduto para a Tancredo Neves e criou outro antes. Agora, são dois. Dá a impressão que faz para dizer que está trabalhando”, critica. 

Outro motorista questiona a função da via, que deveria pôr fim aos engarrafamentos. “Ela não é via exclusiva. Tem dois acessos e uma saida. O cruzamento de carros que a Transalvador queria evitar continua, mesmo com a obra”, diz o jornalista Valter Lima.

 

Obra ainda leva 2 meses
As obras devem durar até maio, quando entram em operação as estações Pernambués, Imbuí, CAB e Pituaçu, da Linha 2 do Metrô. “A sinalização está sendo implantada. O que falta ser feito, e aí só após a conclusão das intervenções, é a sinalização horizontal”, diz o superintendente Fabrizzio Muller.

Transalvador pede paciência e monitora
O superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, afirmou à Metrópole que a situação da via vem sendo monitorada de perto por agentes do órgão. “A gente pede um pouco de paciência, porque a obra ainda está acontecendo e não acabou. A marcação viária vai ser feita tão logo a obra seja finalizada”, declarou. Segundo ele, resta a implantação de alguns canteiros e divisores de pista. 

Para Muller, os motoristas ainda estão se adequando às mudanças. “As aberturas que têm hoje ficarão de forma definitiva. Acho que há um tempo de acomodação ainda. Tirando a sinalização, que ainda não foi finalizada e vai ajudar bastante, tem todo um período de acomodação e de aprendizado”, afirmou.

CCR responde
Em nota, a CCR Metrô Bahia afirmou que apenas executou as obras “demandadas” pela Transalvador. “Para orientação dos motoristas, a concessionária disponibilizou sinalização e painéis de mensagens variáveis (...) com informações sobre rotas alternativas”, diz o texto enviado pela concessionária.

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