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CCR causa acidentes, gera engarrafamentos e ainda violenta estética da cidade

Quando se fala em CCR Metrô, é difícil não lembrar das polêmicas envolvendo a empresa. Desde o início das obras do novo modal de transporte, os casos de acidente e desrespeito à cidade chamaram a atenção [Leia mais...]

[CCR causa acidentes, gera engarrafamentos e ainda violenta estética da cidade]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 23 de Março de 2017 ⋅ 06:30

Quando se fala em CCR Metrô, é difícil não lembrar das polêmicas envolvendo a empresa. Desde o início das obras do novo modal de transporte, os casos de acidente e desrespeito à cidade chamaram a atenção. No mais grave deles, a empresa teve a obra embargada após um tapume se soltar e atingir um motociclista, que ficou em estado grave, passou por 30 cirurgias e não teve o auxílio da empresa durante o tratamento. 

E essa não foi a única sanção. Em outubro de 2015, a empresa teve a obra da passarela na Av. Bonocô embargada, pois o modelo construído não respeitava o padrão de arquitetura das passarelas planejadas pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. De jeitinho em jeitinho, a CCR vai construindo o metrô.

Motociclista passou por 30 cirurgias
Em julho de 2016, o engenheiro e motociclista Wilson Júnior trafegava próximo ao bairro de Stella Maris quando foi atingido pelo tapume metálico que se soltou da obra. Após oito meses de tratamento e 30 cirurgias, o engenheiro afirma que não teve o apoio da CCR Metrô. “Eles nunca se pronunciaram, não ajudaram em nada. Ela acha que eu tive um acidente grave daquele e não ia precisar de ajuda? Ela foi negligente, nunca me procurou para saber”, desabafou.

E esse não foi o único acidente envolvendo o consórcio. Em novembro de 2016, a empresária Evellyn Gozi dirigia pela Av. Luiz Viana Filho quando teve o carro atingido por um ‘gelo baiano’. Quatro meses depois, ela luta para ter o prejuízo ressarcido. “Ela usa o carro para trabalhar e ele está parado na oficina esperando o pagamento da CCR” explica Leonardo Santana, marido de Evellyn.

Funil e nó na Av. Paralela
Os prejuízos ao trânsito também são criticados por ouvintes da Metrópole. O mais recente ponto de lentidão fica antes do viaduto que liga a Av. Luiz Viana Filho a São Cristóvão. Parte da pista rápida da esquerda foi bloqueada, formando um funil. “Atrapalha, porque chega aqui, o trânsito trava. Horário de pico o motorista perde 20, 30 minutos só para passar do Parque de Exposições até a entrada de Stella Maris”, reclama o motorista Paulo Nunes.

CCR nega negligência e minimiza trânsito
Procurada pela Metrópole, a CCR afirmou que o conserto do carro de Evellyn, avaliado em R$ 1,5 mil, já foi autorizado e o carro deve ser entregue à proprietária no dia 21 deste mês. Já sobre o motociclista Wilson Júnior, a CCR negou que tenha negligenciado o caso. “A CCR Metrô Bahia e o consórcio construtor se colocaram à disposição da família à época do ocorrido e foram informados de que não seria necessário auxílio”, disse. 

Ainda sobre o caos no trânsito, a CCR afirmou que o trecho próximo ao viaduto Mário Andreazza teve sua geometria alterada “sem perda na área para tráfego de veículos”. “Os motoristas estão se habituando ao novo traçado, que tem caráter permanente. A região tem histórico de congestionamentos e será beneficiada com a operação plena da Linha 2 do metrô”, argumentou.

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