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Presidente da Comissão de Saúde da Câmara critica Hygia: \'Sesab faz vistas grossas\'

O descaso do Instituto Hygia com os médicos da Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto, denunciado pelo Jornal da Metrópole desta semana, foi considerado motivo de 'espanto' pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Salvador, Duda Sanches (DEM).

[Presidente da Comissão de Saúde da Câmara critica Hygia: \'Sesab faz vistas grossas\']
Foto : Tácio Moreira/ Metropress

Por Luiza Leão e Matheus Morais no dia 27 de Abril de 2017 ⋅ 15:33

O descaso do Instituto Hygia com os médicos da Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto, denunciado pelo Jornal da Metrópole desta semana, foi considerado motivo de 'espanto' pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Salvador, Duda Sanches (DEM). Além de criticar a atuação da Hygia, Sanches afirmou que o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, está fazendo 'vistas grossas' para o caso.

'A gente já vinha acompanhando essa celeuma há algum tempo, com os médicos se posicionando e pedindo uma posição do governo. E o secretário, pelo que a gente pode observar, vem fazendo vistas grossas. Eu nunca vi alguém ou instituto que estabelece um contrato ou um negócio com o poder público se negar a prestar informações uma vez que perguntada pela imprensa, pelo Ministério Público, como vem ocorrendo com a Hygia', declarou ao Metro1 nesta quinta (27).

A Metrópole tentou falar com Fábio Vilas Boas por dois dias, mas a Sesab se pronunciou apenas por meio de nota.  “A Sesab esclarece que não tem ingerência sobre as contratações dos profissionais feitas pelo Instituto Hygia”, declarou a secretaria, que disse “fiscalizar o cumprimento de metas quantitativas e qualitativas” por parte da organização social.

De acordo com Duda Sanches, a Comissão de Saúde estuda como agir diante da situação. 'A gente já está mobilizando toda a base de governo e vendo qual medidas vamos tomar. O que não pode é ver essa maternidade do jeito que está, com os médicos tendo os seus direitos podados e as crianças comprometidas. A gente precisa tratar isso com responsabilidade e não estamos vendo [responsabilidade] por parte da Sesab e do governo do estado', completou.

O Hygia está administrando a maternidade há três meses. As queixas contra a empresa são tantas que os profissionais já paralisaram as atividades no último dia 17 e cogitam uma greve por tempo indeterminado.

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