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Coelba credita repetidas faltas de luz a “ventos fortes”

Difícil achar um bairro de Salvador que não sofra com as interrupções frequentes no fornecimento de energia por parte da Coelba. Mas, na região da Pituba e do Rio Vermelho, o descaso tem sido ainda maior. [Leia mais...]

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Foto : Leitor/Metro1

Por Bárbara Silveira no dia 20 de Agosto de 2015 ⋅ 13:20

Difícil achar um bairro de Salvador que não sofra com as interrupções frequentes no fornecimento de energia por parte da Coelba. Mas, na região da Pituba e do Rio Vermelho, o descaso tem sido ainda maior. Da última vez, entre quinta-feira (13) e sábado (15), os moradores ficaram sem energia por diversas horas. Para completar, parte da Pituba ficou sem luz no fim da madrugada de domingo para segunda (17).

A desculpa dessa vez? O vento. Isso mesmo: segundo a Coelba, os moradores ficaram sem energia elétrica por conta dos “fortes ventos” que atingiram a região no período. Só que, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a maior velocidade do ar registrada no período em Salvador foi de 10,8 m/s — o que, na EscInternacional de Beaufort,
encaixa-se na categoria “vento fresco”. No resto do tempo, não passou de brisa. Ou seja, essa não colou.

“As ruas, com pontos de ônibus lotados, ficaram completamente escuras. Isso sempre acontece aqui no Rio Vermelho”, comenta a professora Maria Auxiliadora Farias, moradora do bairro há 23 anos e calejada das falhas da Coelba. “E o engraçado é que a conta sobe todo mês”, comenta o designer gráfico Antônio Paim.

Coelba: memória curta e lista negra
Questionada duas vezes sobre o número de interrupções registradas no último mês, a Coelba mostrou ter memória curta e citou apenas o caso da semana passada. Mas, na prá- tica, a lista é bem maior. Enquanto o serviço não melhora, a Coelba diz que tem intensificado os inves- timentos em tecnologia. “Nos últimos três anos, a empresa investiu, aproxi-
madamente, R$ 3,3 bilhões na ampliação e manutenção do sistema elétrico baiano”, disse, em nota. A empresa está na lista negra da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por ultrapassar a cota máxima de tempo que uma concessioná-
ria pode ficar sem fornecer o serviço. “Tem dois indicadores que acompanhamos: a duração das interrupções e a frequência que os consumidores ficaram sem energia ao longo do ano. No caso da Coelba, na duração, a empresa se encontra acima do regular, ou seja, é um fator de descumprimento”, explicou o superintendente de Mediação Administrativa da Aneel, Marcos
Bragatto, na ocasião

 

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