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O impichamento de Dilma e a rolinha de João; veja a crônica de Jolivaldo Freitas

João-nariz-de-quibe chegou eufórico em casa:- Estive no Farol da Barra para protestar contra a corrupção e o governo que, convenhamos, está mais fraco que espirro de velho – disse para dona Suzete Claudete que vem a ser sua federal, mulher que o carrega nas costas há mais de 30 anos. Ele não é muito chegada ao trabalho. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Folha de S. Paulo

Por Matheus Simoni no dia 20 de Agosto de 2015 ⋅ 19:45

João-nariz-de-quibe chegou eufórico em casa:
- Estive no Farol da Barra para protestar contra a corrupção e o governo que, convenhamos, está mais fraco que espirro de velho – disse para dona Suzete Claudete que vem a ser sua federal, mulher que o carrega nas costas há mais de 30 anos. Ele não é muito chegada ao trabalho.
- Você devia é tomar vergonha na cara pois impichar Dilma em nada ajuda ao país. Diga qual foi a última vez que você pagou imposto? Qual foi a última vez que você realizou algum ato elogiável pelo país seu traste. Nem para fazer filho você prestou e olha que eu já te disse que na hora que invocar apareço grávida.
- Mas estou fazendo alguma coisa pelo meu país quando vou às ruas para protestar, mesmo que eu não pague imposto, coisa que não faço porque o país está em crise e eu não consigo emprego. Você viu que até as fábricas de carros estão dando férias coletivas.
- Mas, e quando o país não estava em crise, porque você nunca se mexeu para arrumar um emprego?
- Mulher, eu sou empreendedor da área da pesca. Você acha que quando eu trago peixe para casa caiu do céu? Tive de me dedicar.
- Você acha que pescar de bomba e trazer quatinga, carrapato e Maria Preta é trazer peixe? O que você traz é engasga gato e mesmo assim quem tem de limpar sou eu.
- Acho que você está equivocada, pois cada um cumpre sua parte e minha parte é colocar comida na mesa.
- Mas pititinga é comida na mesa?
- Você esquece que eu tenho minha criação de rolinhas no quintal, que nos dão os ovinhos e de vez em quando viram assado?
- Sua sorte é que não temos filho.
- Eu gostaria de ter, pois iríamos todos para as ruas pedir o impeachment de Dilma e a prisão de Dirceu e Lula.
- Ô abestado, você não lê jornal, não vê televisão. Dirceu está preso e Lula está se esquivando. E eu sou contra o impeachment da presidenta Dilma.
- O que? Não me diga isso que saio por aquela porta e não volto mais.
- Saia. Você quer punir Dilma somente porque ela é mulher. Se fosse seo Lula você estaria querendo colocar para fora da presidência? Claro que não porque todo homem é filho da... mãe e protege o outro, mesmo que seja larápio ou sem-vergonha. Tenho certeza que Dilma não tem culpa de nada. Onde está escrito que ela roubou? Que ela comprou nem que seja um presentinho para o netinho com o dinheiro do mensalão ou do Petrolão?
- Mas...
- Mas, nada. É machismo. Justamente você que não tem vergonha há na cara e vive do meu trabalho. Você já viu minhas mãos de tanto fazer artesanato para vender.
- Não precisa jogar na cara.
- Jogo sim, porque você é igual a banqueiro... mesmo que o mundo se acabe está tudo bem. Lucro garantido. Não faz nada e ainda se dá bem! E quanto à Dilma, veja que ela está pagando por causa da pressão de Lula sobre ela. Ele não deixa a presidenta trabalhar em paz. Não larga o osso.
- Está vendo! Ela tem sofrer o impeachment. Se não for por roubalheira ou má gestão, que seja por ser pau mandado.
-É! Pois quem vai sofrer impeachmet é você. Vá no quintal, pegue sua rolinha e saia de fininho. Só me volte aqui com carteira de trabalho assinado.
- Mas e a crise?
- Vá pedir emprego ao Renan, Eduardo Cunha, Vaccari, Montenegro, Argolo e ao escambau. Arrume um emprego na Petrobrás já que você gosta de mar. Lá o dinheiro sai maias fácil que pescar de bomba.
- Não estou te entendendo.
- É você e o Brasil que me deixam louca.

 

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