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Método de compra de cartelas para Zona Azul gera intimidação

Apesar de a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) insistir que a compra prévia das cartelas de Zona Azul é a maneira mais cômoda para a população usar os estacionamentos públicos, as experiências de alguns leitores do Jornal da Metrópole comprovam que não. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Morais no dia 23 de Agosto de 2015 ⋅ 08:30

Apesar de a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) insistir que a compra prévia das cartelas de Zona Azul é a maneira mais cômoda para a população usar os estacionamentos públicos, as experiências de alguns leitores do Jornal da Metrópole comprovam que não.

Nesta semana, recebemos mais denúncias de pessoas que compraram suas cartelas antecipadamente na Transalvador — até para evitar o tormento de ter que procurar prepostos da Zona Azul na hora de estacionar — e foram intimidados por guardadores.


Procurado pela Metrópole, o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, alegou que é preciso confirmar se os guardadores que intimidam a população são credenciados e sindicalizados. “Se forem, deve ser feita uma denúncia diretamente à Transalvador, informando o número do colete e o nome do guardador. Aí, vamos pedir que o sindicato tome providências”, afirmou.


Muller reforçou ainda que os guardadores não podem se recusar a fornecer as cartelas, muito menos cobrar valores diferentes do que está informado no documento. Ele insistiu que é o sindicato que adverte, suspende ou até exclui os guardadores que cometerem irregularidades.

 

Muller exime a prefeitura

Questionado se a Prefeitura se responsabiliza em caso de vandalismo cometido por um guardador, Fabrizzio Muller eximiu o Município. “Comunicada, a Prefeitura vai contatar o sindicato. Para isso há o Sindguarda. O sindicato não tem vinculo com a Prefeitura. O guardador também não tem nenhum vínculo, não é servidor e nem terceirizado. Cabe à Transalvador fiscalizar que tipo de atitude o sindicato vai tomar com quem cometeu o vandalismo”, explicou.

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