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Biblioteca dos Barris tem estrutura precarizada, funcionários sem receber e desrespeito ao acervo

Apesar do vasto arquivo com mais de 33 mil livros e do setor de jornais com 291 títulos de periódicos baianos, de um tempo para cá, o espaço tem sido deixado à própria sorte, sofrendo com a falta de manutenção e de infraestrutura [Leia mais...]

[Biblioteca dos Barris tem estrutura precarizada, funcionários sem receber e desrespeito ao acervo ]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 15 de Setembro de 2017 ⋅ 10:35

Inaugurada em 1970 e responsável por catalogar grande parte da nossa cultura, a Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris, não tem sido tratada com a importância que merece. Apesar do vasto arquivo com mais de 33 mil livros e do setor de jornais com 291 títulos de periódicos baianos, de um tempo para cá, o espaço tem sido deixado à própria sorte, sofrendo com a falta de manutenção e de infraestrutura.

O Jornal da Metrópole esteve na Biblioteca dos Barris na última quarta-feira (13) e comprovou as denúncias que tem recebido dos ouvintes e leitores. Banheiros pichados, elevadores quebrados e ausência de funcionários foram só alguns indícios de precariedade encontrados.

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Elevador quebrado há mais de um mês; vigilantes podem cruzar os braços
A entrada principal parcialmente interditada já dá o panorama do que é possível encontrar na área interna do prédio. Logo depois, os elevadores sem funcionar – cuja interdição é sinalizada por uma lata de lixo – e os banheiros pichados completam o cenário.

De acordo com o diretor do Sindicato de Vigilantes da Bahia, Jeferson Fernandes, os trabalhadores da categoria estão com salários atrasados e podem cruzar os braços a qualquer momento. “Os elevadores estão há 30 dias parados. Fazemos a ronda pela escada”, disse. Segundo ele, funcionários da limpeza também estão sem receber.

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E o pior: sem prazo para a situação melhorar...
Apesar de ser responsabilidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), a Biblioteca dos Barris é administrada pela Fundação Pedro Calmon (FPC), que afirmou estar ciente dos problemas. “Sobre o não funcionamento dos elevadores e o atraso salarial, informamos que estamos dando toda a atenção no sentido de resolver tais questões. A equipe técnica, bem como o corpo diretivo da Fundação, vem tomando todas as medidas cabíveis para a mobilização dos recursos necessários e urgentes no atendimento à situação”, disse, sem sequer dar prazos para a resolução do problema.

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