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Divulgação da delação de Palocci só serve para criar tumulto, analisa MK; ouça

O sigilo das declarações foi retirado ontem (1º) pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela primeira instância da Lava Jato

[Divulgação da delação de Palocci só serve para criar tumulto, analisa MK; ouça ]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Gabriel Nascimento no dia 02 de Outubro de 2018 ⋅ 11:35

A divulgação de parte da delação do ex-ministro Antonio Palocci (veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui também) foi um dos assuntos comentados por Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (2). O sigilo das declarações foi retirado ontem (1º) pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela primeira instância da Operação Lava Jato.

 "Não dá para passar batido. É extremamente negativo a menos de uma semana da eleição. Não é coisa nova, não tem nenhuma providência a ser tomada agora – a não ser criar tumulto, tentar atingir o PT e seu candidato", pontuou. No documento, Palocci diz que campanhas do PT de 2010 e 2014 custaram R$ 1,4 bilhão. O dinheiro, segundo ele, veio de caixa 2.

Apesar de defender o juiz em outras ocasiões, MK disse que Moro "é parcial anti-PT". "Lembram quando Lula ia ser nomeado para tomar posse na Casa Civil no governo de Dilma Rousseff? O que Moro fez? Liberou uma conversa telefônica que ele não tinha poderes para fazer e que cometeu uma tremenda ilegalidade porque nenhum presidente da República pode ter a sua conversa devassada", acrescentou. 

"Tem muitos méritos, mas isso do ponto de vista de um regime democrático, é um absurdo inominável. Não estou interessado em defender candidatura de Fernando Haddad (PT), só que me sinto ultrajado quando vejo a democracia brasileira atingida com aplauso de grande parte da população", concluiu MK.

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