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IGHB planeja digitalização de acervo de jornais e ampliação do prédio, diz presidente

Em entrevista à Rádio Metrópole, Eduardo Morais de Castro falou sobre os projetos da instituição

[IGHB planeja digitalização de acervo de jornais e ampliação do prédio, diz presidente]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Juliana Rodrigues no dia 16 de Novembro de 2018 ⋅ 12:00

O empresário e presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Eduardo Morais de Castro, disse, hoje (16), em entrevista à Rádio Metrópole, que há planos para a digitalização da hemeroteca (acervo de jornais) da instituição.

"A maior riqueza que nós temos no Instituto, fora o mobiliário, é realmente a hemeroteca, que contém jornais desde 1858. É altamente utilizada e pesquisada, e nosso propósito é digitalizar essa hemeroteca para que ela seja disponibilizada ao público geral, porque é um tesouro que nós temos. Muita gente vem às vezes do exterior fazer pesquisa, quando através da internet deveria realmente ter acesso a isso", afirmou.

Castro também acrescentou que o pedido já foi encaminhado ao governador Rui Costa. "Isso já faz dois anos, mas a gente espera que nesse outro governo do Rui Costa a gente consiga, realmente, democratizar essa informação através dessa digitalização", disse.

De acordo com Castro, além da digitalização, o IGHB também busca tirar do papel mais dois planos. "Temos um projeto já aprovado de recuperação do prédio do Instituto, implantando o Museu da História e da Geografia da Bahia, a construção de um prédio contíguo ao instituto, com 1666 m² em quatro andares. (...) Temos um projeto já pronto para a impressão de um livro de arte sobre os 197 anos da Região Militar da Bahia, que foi a primeira do Brasil, mas não temos o patrocinador", enumerou.

O presidente do IGHB ainda homenageou o escritor e professor Edivaldo Boaventura, falecido no último mês de agosto. "Ele era nosso orador oficial. Para substitui-lo, nós só encontramos uma pessoa, que é nosso segundo vice-presidente, Joaci Góes. O carinho dele pela nossa instituição era tanto que às vezes ele ia lá só para dizer 'estava com saudade de vocês'. Ele tinha aquele cuidado com a gente, de sugerir aquilo que era bom", afirmou. De acordo com Castro, parte do acervo de livros de Boaventura foi enviada ao Instituto pela família do professor.

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