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Secretário de Ordem Pública diz que ambulantes do Centro foram avisados sobre operação

Em entrevista à Rádio Metrópole, Marcus Vinicius Passos afirmou que ação da Guarda Municipal foi uma reação a supostas agressões de manifestantes

[Secretário de Ordem Pública diz que ambulantes do Centro foram avisados sobre operação]
Foto : Inácio Teixeira / Secom / PMS

Por Juliana Rodrigues no dia 06 de Dezembro de 2018 ⋅ 10:00

O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Vinicius Passos, comentou, hoje (6), em entrevista à Rádio Metrópole, o caso ocorrido ontem (5) na avenida Joana Angélica, no centro da cidade, quando vendedores ambulantes reagiram a uma abordagem de equipes da Semop para ordenamento do comércio informal e bloquearam a via em protesto. Segundo o titular da pasta, todas as operações são avisadas previamente aos trabalhadores.

"Nenhuma ação da Semop, desde que eu assumi a pasta, é feita sem o prévio conhecimento dos envolvidos, tanto dos fiscais como dos ambulantes da região. A gente faz questão de notificá-los pelo menos 15 dias antes, para eles terem conhecimento do que vai ser feito ali. O que me causou surpresa foi que um dia antes da ação [na Joana Angélica], os ambulantes foram na Semop, conversaram com nosso diretor, ficaram cientes e aceitaram a ação", afirmou. Sobre a ação da Guarda Municipal, que usou balas de borracha contra os manifestantes, o secretário declarou que os agentes reagiram a agressões de ambulantes supostamente armados com facas e pedras.

Passos fez questão de reiterar que as abordagens da Semop não têm o objetivo de retirar os ambulantes da rua e que compreende a situação dos trabalhadores em meio à crise econômica. No entanto, segundo o secretário, áreas como a avenida Joana Angélica são ocupadas por vendedores vindos do interior, que "não têm nenhum comprometimento com o município" e sujam o espaço público.

"Muitos ali são orientados por distribuidores de frutas e chegam no local. Eu nunca vi ambulante ter caminhão baú. Você chega lá e vê um caminhão baú, saem quatro, cinco pessoas de dentro do caminhão e montam a banca pra vender no meio da rua. Realmente isso a gente não vai permitir. (...) O próprio sindicato e a associação dos ambulantes são a favor da operação, porque eles sabem que tem muitos que estão ali trabalhando há anos e anos", afirmou.

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