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Desde o início da pandemia, Samu registra 20 mil trotes em Salvador

Passar trotes, além de promover o desperdício de dinheiro público, é enquadrado como crime no artigo 266 do Código Penal, com pena de detenção de um a três anos

[Desde o início da pandemia, Samu registra 20 mil trotes em Salvador]
Foto : Divulgação

Por Kamille Martinho no dia 22 de Outubro de 2020 ⋅ 10:20

Desde o início da pandemia, em março, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Salvador registrou em torno de 20 mil trotes telefônicos, ou seja, 10% do total das chamadas recebidas (cerca de 200 mil). O número é menor do que o contabilizado no mesmo período de 2019, quando cerca de 40 mil ligações indevidas foram feitas.

Segundo o médico e coordenador de Urgência e Emergência de Salvador, Ivan Paiva, existem duas categorias de trotes: quando crianças fazem as ligações com o intuito de se divertir e quando adultos inventam estórias.

"Esses casos são mais danosos. Um adulto liga e diz que acabou de presenciar um acidente e vai respondendo às perguntas, criando uma situação que, pelo telefone, o atendente não consegue identificar se é trote ou não. Quando chegam ao local, percebem que a situação não existia”, disse ao G1. "No caso das crianças, pedimos aos pais verificarem as ligações do celular dos filhos e, caso encontrem os números 192, 193 ou 190, fazer a orientação deles de forma adequada. Muitas crianças não tem noção e acham que é uma simples brincadeira", completou.

Passar trotes gera desperdício do dinheiro público, já que há custos no deslocamento de ambulâncias, e é enquadrado como crime no artigo 266 do Código Penal, com pena de detenção de um a três anos.

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