Economia

Ministro diz que governo está "prestes a não poder pagar" a Previdência

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou, nesta segunda-feira (11), que o governo Federal passa por uma situação delicada em suas finanças, e que está prestes a não conseguir pagar aposentadorias e pensões.[Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Paloma Morais no dia 11 de Setembro de 2017 ⋅ 14:37

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou, nesta segunda-feira (11), que o governo Federal passa por uma situação delicada em suas finanças, e que está prestes a não conseguir pagar aposentadorias e pensões.

"A gravidade da situação é esta mesmo: nós estamos prestes a não poder pagar [a Previdência]. Nós vamos ter que pedir uma autorização do BNDES para poder pagar a Previdência neste ano e no ano que vem. Depois nos anos seguintes não vai ter como. Então, nós estamos emitindo dívida para pagar a Previdência. E nós vamos pedir uma alteração na Constituição para poder fazer isso. Esse é o cenário. É gravíssimo",  afirmou durante o 14º Fórum de Economia da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo.

De acordo com o ministro, é necessário urgência nas conduções da reforma da Previdência. Oliveira ainda disse que o governo não tem "condições operacionais de tramitar no Congresso Nacional duas reformas dessa magnitude ao mesmo tempo", fazendo referência às reformas da tributária e da Previdência, dando prioridade a esta última. "A reforma que nós precisamos fazer mais urgentemente é a da Previdência. A reforma tributária é, ao meu ver, o passo seguinte. Isso está sendo bastante discutido no Congresso, no governo e deverá ter o seu encaminhamento", afirmou.

A comissão especial na Câmara já aprovou o texto-base da reforma da Previdência em maio deste ano, mas ele ainda precisa ser votado em plenário. Por se tratar de uma proposta de mudança na Constituição, serão necessários ao menos 308 votos, em dois turnos de votação. O ministro disse que a votação do texto da reforma da Previdência no Congresso deve ser realizado até o fim de outubro, conforme previsão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

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