Economia

Apesar de crise das bolsas, China pretende cumprir metas para este ano

As declarações são feitas pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em entrevista à imprensa local, e ocorrem no momento em que a crise das bolsas obrigou o Banco Central a intervir principalmente com um corte nas taxas de juros para acalmar os mercados. [Lei mais...]

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Foto : Reprodução / Agência Brasil

Por Camila Tíssia no dia 26 de Agosto de 2015 ⋅ 10:11

Apesar de reconhecer o impacto da crise das bolsas, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, informou à imprensa local hoje (26), que está confiante de que a segunda economia mundial vai cumprir as metas que o governo fixou para este ano. As declarações ocorrem no momento em que a crise das bolsas obrigou o Banco Central a intervir, nessa terça-feira (25), principalmente com um corte nas taxas de juros para acalmar os mercados.

“A China tem confiança de alcançar os seus principais objetivos de desenvolvimento para este ano sob medidas adequadas de reforma para estabilizar e reestruturar a economia”, disse Li Keqiang, em declarações divulgadas pelo jornal oficial China Daily. Ele ainda afirmou que os pilares se mantêm “estáveis” e vai manter um ritmo de crescimento razoável. 

Li Keqiang defendeu as recentes desvalorizações da moeda chinesa (o yuan) – adotadas este mês pelo Banco Central – que foram acompanhadas de uma reforma no sistema cambial. A segunda economia mundial manteve crescimento de 7% no segundo trimestre de 2015. 

Comparado com o mesmo período do ano anterior, o crescimento da economia chinesa no primeiro semestre deste ano recuou 0,4%. Se a taxa de 7% se mantiver, será a mais baixa dos último 25 anos. Na última década, a economia chinesa cresceu, em média, 9,9% ao ano e em 2010 tornou-se a segunda maior do mundo, à frente do Japão e da Alemanha.

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