Economia

Mulheres serão mais prejudicadas do que homens em reforma da Previdência, diz Dieese

Alterações na idade mínima e na regra sobre pensões estão entre os fatores

[Mulheres serão mais prejudicadas do que homens em reforma da Previdência, diz Dieese]
Foto : Wilson Dias / Agência Brasil

Por Daniel Brito no dia 08 de Março de 2019 ⋅ 20:00

Uma análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) concluiu que as mulheres serão mais prejudicadas que os homens, caso as mudanças previstas na reforma da Previdência sejam aprovadas.

De acordo com o relatório, uma das principais alterações está na idade mínima, que subiria de 60 para 62 anos, no caso de trabalhadoras urbanas, e de 55 para 60 anos, para trabalhadoras rurais. As atuais condições seriam mantidas para os homens: 65 anos (urbano) e 60 (rural).

"As mulheres terão que trabalhar dois anos a mais, se forem do setor urbano, e cinco anos a mais, se forem do setor rural. Serão, portanto, afetadas tanto pela elevação da idade mínima quanto pelo aumento do tempo mínimo de contribuição e, mais ainda, pela combinação desses requisitos", afirmou no relatório.

Outro ponto, de acordo com a entidade, está na mudança nas regras sobre pensões, que vai diminuir os valores e dificultar o acesso às pensões por morte e, ainda, restringir o acúmulo de benefícios do BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é pago a idosos de baixa renda. O benefício é pago a majoritariamente a mulheres e, por isso, elas seriam as mais afetadas pelas mudanças.

 

Notícias relacionadas

[Governo deve bloquear R$ 29,8 bilhões do Orçamento deste ano]
Economia

Governo deve bloquear R$ 29,8 bilhões do Orçamento deste ano

Por Juliana Almirante no dia 22 de Março de 2019 ⋅ 14:00 em Economia

Dados constam no primeiro Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, por meio do qual o Ministério da Economia atualiza projeções para indicadores fiscais e macroeconômi...

[Boeing suspende entregas do 737 MAX]
Economia

Boeing suspende entregas do 737 MAX

Por Kamille Martinho no dia 15 de Março de 2019 ⋅ 17:20 em Economia

O porta-voz da companhia AFP também descartou a possibilidade de reduzir o ritmo de produção do modelo