Economia

Presidente da Ademi-BA se preocupa com liberação do FGTS: 'Posto Ipiranga'

Recurso do fundo é responsável por grande fatia do crédito usado pela população para adquirir imóveis

[ Presidente da Ademi-BA se preocupa com liberação do FGTS: 'Posto Ipiranga']
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 21 de Agosto de 2019 ⋅ 08:52

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha, manifestou preocupação com a liberação de recursos do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) anunciada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. 

"O FTGS acabou virando, como a gente diz, um 'Posto Ipiranga'.  Porque existe o recurso, que é de captação barata, um recurso que é do trabalhador e está à disposição. Tem finalidade de ser incentivo à construção civil e obras de infraestrutura urbana, principalmente o saneamento e acaba refletindo na saúde das pessoas. À medida em que a gente começa a retirar esse recurso para outras finalidades, você consequentemente reduz o crédito que existe para construção civil. Essa é uma preocupação sim, do setor, sempre foi. Continua sendo. Porque ao reduzir, acaba tirando recursos da construção civil", explicou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (21). 

A expressão "Posto Ipiranga" foi usada por Bolsonaro, desde a campanha eleitoral do ano passado, para se referir ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e admitir que iria recorrer a ele por não dominar a pauta econômica.

Cunha argumenta que o FGTS é responsável por grande fatia do crédito usado pela população para adquirir imóveis. 

"Para você ter uma ideia, em 2018, o FGTS era praticamente o único recurso de crédito que se tinha para o mercado imobiliário. Aqui, no nosso estado, respondeu por 83% de tudo que foi construído. Ou seja, é de extrema importância para manutenção do mercado imobiliário", defende o presidente da associação.

O presidente da Ademi-BA recorda que o setor passou por crise econômica e ainda se recupera, com expectativa de melhoria do mercado. 

"Nós passamos momentos muito duros. Muitas empresas infelizmente saíram do mercado. Mas a gente tem convicção hoje de que aqueles que conseguiram passar por esse inverno tenebroso, vivem momento de retomada de crescimento que a gente precisa. A necessidade que a gente hoje tem para que o mercado se desenvolva e a gente possa gerar emprego, já que a construção civil é um grande alavancador", diz. 

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