Editorial

'Estamos numa ditadura, numa monarquia ou num circo', diz MK sobre governo; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Kertész afirmou que a atual situação do país leva a duas alternativas: chorar ou dar risada por "necessidade de sobrevivência"

['Estamos numa ditadura, numa monarquia ou num circo', diz MK sobre governo; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 29 de Julho de 2019 ⋅ 08:53

As declarações e atitudes recentes do presidente Jair Bolsonaro foram o tema do comentário de Mário Kertész, hoje (29), na Rádio Metrópole. MK leu trechos do texto "O cordão dos puxa-saco", de Vera Magalhães, publicado ontem (28) no jornal O Estado de S. Paulo, e disse que a atual situação do país leva a duas possíveis alternativas. "Uma é chorar com o que está acontecendo. A outra é sorrir, fazer de conta que estamos vivendo em um mundo humorístico. (...) A realidade puxaria para o terror, mas a necessidade de sobrevivência nos leva a dar risada, achar engraçado, inusitado, inesperado", afirmou.

Kertész criticou a fala de Bolsonaro sobre o jornalista americano Glenn Greenwald e rechaçou o uso, por parte do presidente, de um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) para buscar familiares. "Eu não sabia que presidente da República é juiz também, e que se dá o direito de ser homofóbico, explicitamente, depois diz que não é, e que se dá o direito de ir contra a imprensa, como se ela fosse a culpada das suas sandices. E se dá o direito de, quando perguntam sobre o uso do helicóptero por seus familiares pro casamento do filho, dizer que é uma pergunta idiota. (...) Mas chamou de idiota, encerrou a entrevista e foi embora. E depois disse o quê? 'Eu tinha que mandar um carro? Não gastou nada a mais'. Isso não é verdade! Gastou a mais sim. E botou o sobrinhozinho dele, com a irmã e a família toda dentro, filmando e postando em redes sociais", exclamou.

MK voltou a lamentar a situação do governo. "Ou nós estamos numa ditadura, ou numa monarquia, ou então nós estamos num circo. Por mim, pela minha idade, até pela minha saúde, resolvi entender tudo isso como uma piada, um circo, vou rir, vou me divertir, vou dar risada, vou dizer 'que coisa, quem esperava uma República assim?'. E com o apoio de grande parte da população, não vamos nos esquecer disso, porque é verdade", disse.

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