Editorial

Titular da Semop pediria para sair se tivesse 'acanhamento', diz MK sobre Bar Fronteira; ouça

"Agora, querer jogar debaixo do tapete, fazer de conta que somos todos uns idiotas, que não reclamamos de nada, que aceitamos tudo, não vai não", afirmou, em comentário na Rádio Metrópole

[Titular da Semop pediria para sair se tivesse 'acanhamento', diz MK sobre Bar Fronteira; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 16 de Agosto de 2019 ⋅ 09:03

Em viagem de retorno ao Brasil, Mário Kertész comentou os principais assuntos do noticiário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (16). Um dos assuntos tratados foi a reportagem de capa do Jornal da Metrópole desta semana, que aborda as denúncias de poluição sonora no bar Fronteira, no Rio Vermelho, em Salvador. A casa tem como um dos sócios o irmão gêmeo do secretário municipal de Ordem Pública, Felipe Lucas (entenda aqui e aqui).

"Várias reclamações, e simplesmente na maior cara de pau esse secretário diz 'ah, vamos fiscalizar, não é bem assim', não é bem assim, nada, é sim! Isso é um absurdo, e será que vai para debaixo do tapete essa sujeira? Porque isso é uma sujeira, se o secretário tivesse um pouco de acanhamento ou ele se demitiria ou seria demitido pelo prefeito, ou então ele tomaria uma providência até para fechar o bar ou mudar o tipo de conceito dele. Agora, querer jogar debaixo do tapete, fazer de conta que somos todos uns idiotas, que não reclamamos de nada, que aceitamos tudo, não vai não. De jeito nenhum mesmo", ressaltou.

MK também falou sobre a visita do governador Rui Costa à Câmara Municipal para apresentar o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e parabenizou o chefe do Executivo estadual, além do presidente da Câmara, vereador Geraldo Junior (SD), e do prefeito ACM Neto (DEM), pela convivência pacífica na ocasião.

"Parabéns ao governador Rui Costa, ao presidente Geraldo Junior e ao próprio prefeito ACM Neto, que instruiu a base dele a não ir para confronto nem dar nenhum motivo de briga ou de falta de respeito com o governador. É assim que a gente deveria tentar viver. E a Bahia poderia dar esse exemplo. Eu acho até que tanto Rui quanto Neto deviam se esforçar mais para estarem mais próximos. Na hora da campanha, aí sim, vai para a luta, mas enquanto a campanha não está no ar, que tal estarem mais juntos, serem mais civilizados, darem um exemplo para esse Brasil tão dividido?", sugeriu.

Kertész voltou a citar as ofensas recebidas por seguidores do vereador Alexandre Aleluia (DEM) e frisou que vai levar um dos casos à Justiça. "Agressão besta eu apago. Agressão grossa eu vou para a Justiça. Na boa, vou tranquilo, sem raiva, sem ódio, apenas quero que a pessoa que disse que eu sou isso ou aquilo, fiz isso ou aquilo, prove. Se ele provar, eu aceito até ser penalizado. Agora, se ele não provar, ele vai ter que pagar uma pena por isso. As pessoas não podem usar da leviandade total de ficar só na bagunça", afirmou.

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