Editorial

MK elogia ação da PM do Rio em sequestro e lamenta que país esteja em 'guerra civil'; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Kertész também se mostrou preocupado com as mudanças em instituições como a Receita Federal e a Polícia Federal

[MK elogia ação da PM do Rio em sequestro e lamenta que país esteja em 'guerra civil'; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 21 de Agosto de 2019 ⋅ 08:44

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (21), Mário Kertész avaliou que a Polícia Militar do Rio de Janeiro agiu de maneira "absolutamente correta" durante o sequestro de um ônibus na ponte Rio-Niterói, ontem (20). A ação terminou com a morte do sequestrador, que havia feito 37 reféns no veículo.

"Tem pessoas que dizem 'ah, mas o governador do Rio [Wilson Witzel] saiu correndo para faturar'. Isso a gente já viu antes, viu agora e vai ver depois, os políticos sempre querem mostrar, alguns de uma forma exagerada, ou não, também acho que isso não tem importância nenhuma. O que tem de importante foi a ação da polícia, que negociou o quanto pôde, e quando viu que não havia solução negocial, partiu para o uso da força, que é um dos objetivos e uma determinação da Constituição brasileira. Então, parabéns à polícia. É uma pena que o Brasil esteja vivendo essa fase de guerra civil, onde a gente vê a todo momento cenas dantescas como aquela do presídio lá do Pará, ou as crianças, jovens, assassinados por balas perdidas, ou não, também no Rio de Janeiro, mas infelizmente é isso", analisou MK, ressaltando que não se pode atribuir o "clima de guerra civil" única e exclusivamente ao governo do presidente Jair Bolsonaro. "Esse é um processo que vem se agravando, se fala sempre em uma solução e até hoje eu não vi essa solução", disse.

Kertész também se mostrou preocupado com as mudanças em instituições como a Receita Federal e a Polícia Federal, órgãos que "não são feitos para serem alterados politicamente", mas lembrou que o governo tem sinalizado que pode recuar em algumas decisões, a exemplo da indicação do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), como embaixador nos Estados Unidos.

"Se isso ocorrer, será uma prova de bom senso do presidente, porque sabe que as reações são muitas aqui e fora daqui. E é claro que nós vamos assistir muitas reações, muitas instituições se defendendo, porque há uma mudança muito grande na orientação do governo, que era de esquerda e passou a ser de direita. O importante é que essas brigas, rusgas, embates, não atrapalhem as medidas tão essenciais e fundamentais nesse momento, que são as medidas para ativar a economia e acabar ou diminuir o desemprego. Esse sim é um dos grandes problemas do Brasil", afirmou.

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