Editorial

MK diz que reformas são 'positivas' e defende proposta de extinção de municípios; ouça

"Existe uma quantidade enorme de municípios que são criados apenas por conveniência de ordem política", disse Kertész, em comentário na Rádio Metrópole

[MK diz que reformas são 'positivas' e defende proposta de extinção de municípios; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 06 de Novembro de 2019 ⋅ 08:50

As reformas apresentadas ontem (5) pelo governo de Jair Bolsonaro foram o principal assunto do comentário de Mário Kertész, hoje (6), na Rádio Metrópole. MK considera que muitas das mudanças propostas parecem ser "coisas positivas", a exemplo da extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total. Caso entre em vigor, a medida afetará dez municípios baianos.

"A gente conhece, quem vive um pouco o mundo e acompanha a política, sabe que existe uma quantidade enorme de municípios que não têm a menor viabilidade de existência. São criados apenas por conveniência de ordem política, desmembrados de outros maiores, se transformam em cabides de emprego para prefeitos, vice-prefeitos, secretários, vereadores, auxiliares de vereadores e todo custo a mais. Aqui na Bahia deve ter vários desses. É claro que os políticos vão chiar, porque é uma área de manobra, de buscar votos, de dominar territórios. A maioria deles foi criada, inclusive, com este específico objetivo, quando o normal seria se criar um município quando ele tivesse uma independência econômica. (...) A maioria deles vive exclusivamente de transferências federais através do Fundo de Participação dos Municípios. Eu acho essa medida extremamente salutar, mas certamente encontrará resistências, que estão aí para ser derrubadas", analisou.

MK defendeu que as reformas sejam analisadas pelo Congresso de forma séria, "sem preconceito e sem viés ideológico", com o objetivo de buscar o melhor para o país. "Vamos ver o que é que vai acontecer e como isso será analisado. Vamos ter a oportunidade, sem agonia, porque esse achismo com uma coisa tão séria e profunda não vai mesmo. Comigo não vai. Não vai de jeito nenhum, porque eu acho que a gente tem que tratar com seriedade. Não podemos chegar e dizer 'ah, o objetivo é beneficiar o mercado'. Até agora, o que a gente viu no Brasil foi o crescimento contínuo, constante e em larga escala dos lucros de quatro bancos", disse.

Ouça o comentário completo:

Notícias relacionadas