Editorial

MK lamenta morte de Jorge Portugal: 'Tempo da escuridão, da tristeza, infelizmente'; ouça

Muito abalado e emocionado, MK afirmou que a perda de Portugal torna-se um fato ainda mais triste no atual contexto político do país

[MK lamenta morte de Jorge Portugal: 'Tempo da escuridão, da tristeza, infelizmente'; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 04 de Agosto de 2020 ⋅ 08:56

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (4), Mário Kertész lamentou profundamente a morte do professor, compositor e ex-secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal, aos 63 anos. O docente desenvolveu vários projetos educativos e culturais em emissoras de rádio e televisão, incluindo a Metrópole, além de assinar composições em parceria com nomes como Roberto Mendes e Raimundo Sodré. Muito abalado e emocionado, MK afirmou que a perda de Portugal torna-se um fato ainda mais triste no atual contexto político do país.

"Ontem eu entrevistei meu querido amigo Roberto Mendes, que deve estar devastado, e pedi para ele cantar uma música, ele cantou uma música que ele fez em parceria com Jorge. Quando me lembro daquela música '14 de Maio', eu choro, porque nunca vi uma coisa tão verdadeira sobre a hipocrisia brasileira da libertação dos escravos e do não-racismo. Realmente. uma pena, é lamentável. É uma morte que me pegou. (...) Uma tristeza maior é a gente saber que morre uma figura dessa num momento em que o Brasil está indo ladeira abaixo por esse desgoverno que nos conduz, nos atrasa, nos sufoca com essa visão triste e apagada, onde a cultura não vale nada, onde tentam domesticar nosso povo. Todos temos que pensar igual. (...)  É isso que estamos vivendo. Tempo da escuridão, da tristeza, infelizmente", pontuou.

Mesmo em meio à tristeza, MK ressaltou que a vida e a obra de Portugal devem servir de combustível para a luta contra o retrocesso e o obscurantismo: "Vamos ter que continuar vivendo e lutando, sem desistir! Temos que honrar a memória de Jorge Portugal, o que ele foi e o que ele representou. E o jeito que a gente faz isso é ao não esmorecer, não ceder, não desistir, não parar de lutar, apesar de toda a tristeza que corta o coração da gente. Estou muito emocionado, porque Jorge Portugal representava muito mais do que o ser humano iluminado que ele foi. Temos que usar a memória dele e a vida dele para nos dar energia no meio dessa tristeza".

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