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Pai de Neymar é apontado como "mentor de fraudes" pelo MPF

O MPF afirma que os contratos eram feitos para driblar o fisco, utilizando o direito de imagem do atleta, como uma forma de pagar menos impostos. Para isso, o pai de Neymar abriu quatro empresas tidas como de “fachada” para realizar movimentações financeiras. Segundo o Ministério Público, essas operações não condiziam com o tamanho da empresa.

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Foto : Reprodução / Terra - Getty Images

Por Pedro Sento Sé no dia 03 de Fevereiro de 2016 ⋅ 08:53

Apontado com o “mentor de fraudes” pelo Ministério Público Federal, Neymar da Silva Santos, pai do jogador Neymar, afirmou que o atacante do Barcelona “só sabe jogador futebol”. As denúncias de sonegação fiscal apresentadas pelo procurador chefe do MP, Thiago Lacerda que pairam sobre os dois, além do ex-presidente do clube catalão Sandro Rosell e Josep Luis Bartolomeu, apontam irregularidades na transferência de Neymar do Santos para o Barcelona.

O MPF afirma que os contratos eram feitos para driblar o fisco, utilizando o direito de imagem do atleta, como uma forma de pagar menos impostos. Para isso, o pai de Neymar abriu quatro empresas tidas como de “fachada” para realizar movimentações financeiras. Segundo o Ministério Público, essas operações não condiziam com o tamanho da empresa. 

Nesta terça-feira, Neymar e o pai prestaram depoimento em Madri, à Justiça espanhola para dar maiores esclarecimentos com relação a transação e as empresas abertas para gerir a carreira e a imagem do atleta. 

Toda a investigação começou porque a DIS, empresa dona de direitos econômicos do atleta, se sentiu lesada na transferência. A empresa, dona de 40% de Neymar, queria a parte que lhe é de direita pela transação. Santos, o staff de Neymar e o Barcelona, inicialmente afirmaram que a ida de Neymar para a Espanha girou em torno de 17 milhões de Euros, porém dados comprovam que na verdade as cifras foram de 83 milhões de euros. 

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