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Antes das eleições para presidente, FIFA anuncia pacote com reformas

Ficou definido que será publicado o salário dos dirigentes, haverá um limite para mandatos e também uma maior participação das mulheres no futebol. Ao todo, 179 das 207 federações vinculadas a Fifa aprovaram as reformas. O Comitê Executivo também foi extinto e foi substituído por um Conselho, que terá 36 membros eleitos a partir das confederações continentais, tendo uma mulher por localidade na representação.

[Antes das eleições para presidente, FIFA anuncia pacote com reformas]
Foto : Reprodução / ESPN - Getty Images

Por Pedro Sento Sé e ESPN no dia 26 de Fevereiro de 2016 ⋅ 10:59

Antes das eleições presidenciais da FIFA, que estão acontecendo nesta sexta-feira em Zurique, na Suiça, o Congresso Extraordinário da entidade definiu um pacote de reformas. Ficou definido que será publicado o salário dos dirigentes, haverá um limite para mandatos e também uma maior participação das mulheres no futebol. 

Ao todo, 179 das 207 federações vinculadas a Fifa aprovaram as reformas. O Comitê Executivo também foi extinto e foi substituído por um Conselho, que terá 36 membros eleitos a partir das confederações continentais, tendo uma mulher por localidade na representação. 

Veja as principais medidas aprovadas pelo Congresso Extraordinário da Fifa:

- Separação entre funções "políticas" e gerenciais: o Conselho da Fifa, que substituirá o Comitê Executivo é responsável por definir a direção estratégica da organização, enquanto o Secretariado Geral comandará as ações operacionais e comerciais necessárias para por em prática essa estratégia;

- Limite de mandato para o presidente da Fifa, membros do Conselho e membros do Comitê de Auditoria e dos representantes dos corpos jurídicos. Máximo de 12 anos;

- Eleição dos membros do Conselho supervisionada pela Fifa, em consonância com as normas eleitorais da própria Fifa; todos candidatos serão submetidos a testes de integridade e elegibilidade conduzidos por um Comitê independente da Fifa;

- Maior reconhecimento e promoção das mulheres no futebol, com o mínimo de uma representante mulher eleita para o Conselho por confederação; promoção da mulher como um objetivo explícito e estatutário da Fifa para criar mais diversidade nas tomadas de decisão;

- Divulgação da remuneração individual anual do presidente da Fifa, membros do Conselho, do secretário-geral e de donos de cargos relevantes em comitês independentes e jurídicos;

- Maior controle das movimentações financeiras;

- Princípios de boa governança universais para confederações e federações associadas;

- O compromisso da Fifa com os direitos humanos passará a constar nos estatutos da entidade;

- Criação de um novo comitê para garantir maior transparência, com a inclusão de representantes de outras esferas interessadas (incluindo jogadores, clubes e ligas);

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