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Estudo diz que entrada do Zika no Brasil pode ter sido na Copa das Confederações

Um estudo publicado pela revista científica americana "Science", em colaboração com centenas de pesquisadores de diversas nacionalidades, inclusive brasileiros, afirma que o primeiro caso de Zika no país aconteceu entre maio e dezembro de 2013. O período coincide com a realização da Copa das Confederações 2013. Oficialmente, o primeiro doente com vírus da zika no Brasil foi registrado em maio de 2015. [Leia mais...]

[Estudo diz que entrada do Zika no Brasil pode ter sido na Copa das Confederações]
Foto : Felipe Oliveira / Divulgação

Por Matheus Simoni no dia 24 de Março de 2016 ⋅ 17:00

Um estudo publicado pela revista científica americana "Science", em colaboração com centenas de pesquisadores de diversas nacionalidades, inclusive brasileiros, afirma que o primeiro caso de Zika no país aconteceu entre maio e dezembro de 2013. O período coincide com a realização da Copa das Confederações 2013. Oficialmente, o primeiro doente com vírus da zika no Brasil foi registrado em maio de 2015.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o material genético de amostras do vírus retirado de sete diferentes pacientes. As sete peças, que tiveram seus genomas decifrados, vieram de um recém-nascido com vários problemas de formação -incluindo a microcefalia; de um adulto morto; de um caso de um doador de sangue contaminado pelo ZIKV; e de quatro casos sem complicações.

O trabalho foi realizado por uma equipe internacional, liderada por pessoal do Instituto Evandro Chagas, de Ananindeua (PA) -Nuno Rodrigues Faria, Marcio R. T. Nunes e Pedro Fernando da Costa Vasconcelos- e Oliver G. Pyvus, da Universidade Oxford, Reino Unido. Também participaram cientistas de outras instituições brasileiras, dos EUA e Canadá.

A rápida difusão do vírus no país foi uma surpresa, segundo o pesquisador Pedro Vasconcelos. "Nós pensávamos que o vírus teria entrado no Brasil em 2014 possivelmente durante a Copa do Mundo. Mas as análises evolutivas e filogeográficas mostraram que o vírus foi introduzido em até um ano antes e mais de uma ano antes de ter sido reconhecido", disse

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