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Paulo Carneiro diz que Vitória é um time "instável" e nega possível volta

Em entrevista ao programa Papo com Tillé da Rádio Metrópole desta segunda-feira (5), o ex-presidente do Vitória Paulo Carneiro falou sobre a atual situação do time rubro, que tenta se manter longe da zona de rebaixamento da Série A.[Leia mais...]

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Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 06 de Setembro de 2016 ⋅ 00:00

Em entrevista ao programa Papo com Tillé da Rádio Metrópole desta segunda-feira (5), o ex-presidente do Vitória Paulo Carneiro falou sobre a atual situação do time rubro, que tenta se manter longe da zona de rebaixamento da Série A. Ele comentou as fragilidades da equipe comandada pelo técnico Vagner Mancini.

"Como rubro-negro, acho uma equipe instável tecnicamente e taticamente. Tem bons jogadores, Marinho é um bom jogador e o Kieza é um bom atacante. Mas futebol não se faz só com isso. Se faz com solidez tática, que tem um peso muito importante no futebol. Eu acho que, do meio para trás, nosso time deixa muito a desejar. Futebol é um todo hoje. Quando alguns setores do time têm fragilidades, compromete até os lugares do campo onde você tem jogadores teoricamente mais fortes", disse.

Questionado pelo radialista Antonio Tillemont sobre uma possível volta ao Vitória, PC se esquivou e afirmou que jamais diria não ao clube do coração. "Eu nunca vou dizer não ao meu clube, ao clube em que meu pai jogou durante tantos anos, onde foi interventor, com o primeiro massagista do clube sendo o lavador de carros de meu pai, toda essa história e com a minha. Eu não posso nunca dizer não ao Vitória. Só que eu não vivo caitituando isso e nem vivo fazendo política e oposição desmedida. Sempre me defendi muito mais do que ataquei. Minha história fala por mim. Se depois de 12 anos eu tenho esse reconhecimento público de uma grande maioria de torcdores e não só rubro-negros, agradeço até aos tricolores que me escrevem, eu quero dizer que eu vou estar sempre à disposição do Vitória sempre que eu estiver disponível para tal", declarou. 

"Não fico esperando o Vitória, tenho que cuidar da minha vida, não sou rico e preciso trabalhar. A instituição sempre terei caminho, mas não faço disso um projeto de vida. O torcedor tem que saber o que quer. E o dirigente, enquanto não estiver ouvindo o seu torcedor e o seu associado, ele vai continuar tendo essa situação antagônica de confronto e conflito", disse Carneiro.

Ainda segundo o cartola, há uma clara falta de "empatia" entre os atuais dirigentes do clube e a torcida rubro-negra. "Eu percebo de longe, e posso estar enganado, que não há empatia entre os dirigentes e a torcida. Hoje o sócio é fundamental para o crescimento de uma organização esportiva. O Vitória é um dos clubes que menos crescem na sua política associativa. Talvez é o que menos cresce. Não sei os números, mas é muito pequeno. Há uma falta de sinergia entre os seus dirigentes e sua torcida. Isso reflete no campo", afirmou.

O ex-dirigente falou sobre a recente proposta de implementação do voto direito para a escolha da presidência do clube. Citando outros times que adotam a medida, Paulo Carneiro afirmou que o clube continua seguindo uma tendência contrária. "Eles continuam resistindo à eleição direta, dizendo que pode entrar um oportunista. Essa é a opinião de Alexi Portela que eu já ouvi. O Corinthians tem eleição direta. O Flamengo é eleição direta. O Atlético-PR é eleição direta. O Mário [Petraglia, presidente do Atlético-PR] se elegeu com 125 votos num universo de 10 mil. Isso é bom para a instituição. Ninguém se sente dono, todos têm que continuar construindo e tendo que mudar sua relação com seu sócio e do torcedor que é candidato a sócio. Mas o Vitória está parado nesse processo porque não tem liderança e não tem projeto. Discurso só não leva a lugar nenhum", ressaltou.

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