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Vitória anuncia que eleições para presidente do clube serão indiretas

O Vitória anunciou nesta terça-feira (18) que as eleições para a presidência do clube, antes anunciadas que seriam abertas e destinadas ao sócio-torcedor na escolha do presidente e vice-presidente do Rubro-Negro, serão indiretas. [Leia mais...]

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Foto : Francisco Galvão/ECV/Divulgação

Por Matheus Simoni no dia 18 de Outubro de 2016 ⋅ 22:05

O Vitória anunciou nesta terça-feira (18) que as eleições para a presidência do clube, antes anunciadas que seriam abertas e destinadas ao sócio-torcedor na escolha do presidente e vice-presidente do Rubro-Negro, serão indiretas. Por meio de nota inserida no site oficial da agremiação, foi divulgado o regimento eleitoral para a escolha do conselho diretor, em eleição a ser realizada na primeira quinzena de dezembro, na sede do clube.

No texto, o regimento traz no preâmbulo que o pleito terá como base o estatuto vigente, que impede a eleição direta. Com isso, o sócio-torcedor irá votar nas chapas para escolha do Conselho Deliberativo. Na atual eleição, serão 270 vagas. A chapa que obtiver maior número de votos irá eleger o presidente do Vitória (conselho diretor), o vice-presidente e o presidente do Conselho Fiscal do clube.

Quando foi eleito em março do ano passado, o presidente do Vitória, Raimundo Viana, anunciou em entrevistas que seria responsável por implementar a democracia no clube. "Deus me deu a missão de ser o último presidente indireto do clube e mudar o estatuto", afirmou ele, no discurso de posse. No entanto, a disputa de poder interna impediu o processo. Em setembro deste ano, durante a mais recente do Conselho Deliberativo, presidida pelo presidente do mesmo, José Rocha, foi convocada a votação para a aprovação de um novo estatuto, que previa com eleição direta, mesmo sem o quórum mínimo previsto no regimento do clube. Com 245 conselheiros, seriam necessários pelo menos 123 para que a votação pudesse acontecer. Entretanto, após a segunda chamada, só haviam 119. O novo texto acabou derrotado.

De acordo com o ex-diretor médico e conselheiro do Esporte Clube Vitória, José Carlos Brito, um dos caminhos para o crescimento do Vitória é a realização de eleições diretas. "O Vitória teria tudo para fazer eleições diretas esse ano, mas por uma condução equivocada desse processo de reforma estatutária, quando o Conselho Deliberativo e sua presidência deveria ter uma condução mais clara do processo e não tomar partido de um ou de outro. Quase 90% dos conselheiros era a favor das eleições diretas, mas infelizmente isso não aconteceu esse ano. Vai ser ainda pelo estatuto antigo, acredito que não tem mais como adiar isso. O próximo presidente terá a obrigação de fazer essa reforma estatutária como uma questão de moralidade administrativa", afirmou ele, em entrevista ao Metro1

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