Justiça

Censura de livros se deve a 'trevas que dominam o poder do Estado', diz Celso de Mello

O ministro do STF classificou a censura a livros com temática LGBT na Bienal do Rio como "fato gravíssimo"

[Censura de livros se deve a 'trevas que dominam o poder do Estado', diz Celso de Mello]
Foto : Nelson Jr./SCO/STF

Por Léo Sousa no dia 08 de Setembro de 2019 ⋅ 13:30

Em mensagem à coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello classificou a censura a livros com temática LGBT na Bienal do Rio como "fato gravíssimo".        

"Sob o signo do retrocesso -cuja inspiração resulta das trevas que dominam o poder do Estado- , um novo e sombrio tempo se anuncia: o tempo da intolerância, da repressão ao pensamento, da interdição ostensiva ao pluralismo de ideias e do repúdio ao princípio democrático!!", escreveu o magistrado.

Para Celso de Mello, "mentes retrógradas e cultoras do obscurantismo e apologistas de uma sociedade distópica erigem-se, por ilegítima autoproclamação, à inaceitável condição de sumos sacerdotes da ética e dos padrões morais e culturais que pretendem impor, com o apoio de seus acólitos, aos cidadãos da República".

Neste domingo (8), a procuradora geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao STF que seja suspensa a decisão judicial do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de apreensão dos livros.

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