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“Uma pesquisa de dois mil anos de historia”, diz jornalista sobre livro “Maria”

O jornalista e correspondente da Rede Globo em Jerusalém, Rodrigo Alvarez falou, nesta terça-feira (26), em entrevista a Rádio Metrópole, sobre seus dois livros “Aparecida” e“Maria”. Segundo Alvarez, tudo começou quando ele morava em São Paulo e se interessou pela historia de Nossa Senhora Aparecida, mas não tinha um livro que contava a história como ele queria, citando o Brasil.[Leia mais...]

[“Uma pesquisa de dois mil anos de historia”, diz jornalista sobre livro “Maria”]
Foto : Divulgação

Por Paloma Andrade e Matheus Morais no dia 26 de Janeiro de 2016 ⋅ 09:06

O jornalista e correspondente da Rede Globo em Jerusalém, Rodrigo Alvarez falou, nesta terça-feira (26), em entrevista a Rádio Metrópole, sobre seus dois livros “Aparecida” e  “Maria”. Segundo Alvarez, tudo começou quando ele morava em São Paulo e se interessou pela historia de Nossa Senhora Aparecida, mas não tinha um livro que contava a história como ele queria, citando o Brasil. 

“Desde que o Brasil era Colônia de Portugal, até mais tarde, Aparecida fez parte da historia. Para entender Aparecida, eu precisava aprender sobre Maria, mãe de Jesus. Comecei a escrever por capítulos, então tomei a decisão de fazer um novo livro. Uma pesquisa ampla de dois mil anos de história”.  

Rodrigo Alvarez relatou que o novo livro “Maria”, lançado em Outubro do ano passado,  conta a biografia da mulher que gerou o homem mais importante da história. “Parece que foi tranquilo a notícia que Maria estava grávida. Depois de um sonho, ela teve que explicar isso, como Maria teria ficado grávida do Espírito Santo. Isso gerou polêmicas, batalhas, livros queimados, registrou-se alguns momentos de discussão em que Maria foi acusada de adultério. Mas, isso não tem fundamento. […] Maria sempre esteve no centro das discussões”. 

O jornalista ainda contou como realizou as pesquisas para criar um livro que contasse a história de Maria e explicou que precisou entender a devoção que os fiéis têm pela mãe de Jesus. “Busquei em livros de mais de dois mil anos, precisei viajar muito e entender a devoção a Maria na França, no México. Vim para Jerusalém para entender por onde Jesus e Maria passaram, para ver as pedras onde, provavelmente, Maria se ajoelhou. Moro há dois quilômetros onde se acredita que Maria foi enterrada. Precisei entender a devoção que se tem a Maria”. 

Entre os assuntos relatados no livro pelo jornalista, está a separação dos cristãos feita por Maria. De acordo com Alvarez, essa separação foi “sem querer”. “Ela deveria ser chamada de a mulher, a mãe de Deus. Uma batalha enorme para se discutir se Maria era mãe de Jesus ou filho de de Deus. Depois teve a reforma protestante, ela foi discutida de novo, eles diziam que os católicos eram muito devotos a Maria”. 

O escritor também afirmou que não há comprovação histórica sobre os nomes dos pais de Maria, apenas fontes não confiáveis. “Não há uma referência histórica que diga que os nomes de pais de Maria eram Ana e Joaquim. Isso só apareceu em livros não confiáveis 200 anos depois da morte de Maria. Não está no evangelho quem eram os avós de jesus, os cristãos tentaram preencher esses vazios, preocupados com a teologia. Não havia essa preocupação em fazer textos baseados em fatos, não há referências históricas e arqueológicos”, garantiu.           

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