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Wahida Mohammed: a vovó que os extremistas islâmicos não conseguem matar

A matéria publicada nesta quinta-feira na revista Exame fala da vovó Wahida Mohammed de 39 anos de idade, que é mãe de duas jovens de 20 e 22 anos e que há algum tempo,se tornou uma das mais importantes líderes de uma força especial popular contra o Estado Islâmico (EI).

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Foto : Reprodução/ Facebook

Por M1 no dia 29 de Setembro de 2016 ⋅ 14:28

A matéria publicada nesta quinta-feira na revista Exame fala da vovó Wahida Mohammed de 39 anos de idade, que é mãe de duas jovens de 20 e 22 anos e que há algum tempo,  se tornou uma das mais importantes líderes de uma força especial popular contra o Estado Islâmico (EI). 

Desde 2004, que Wahida está envolvida no combate ao terrorismo. Mohammed liderou um grupo especial para derrotar células do EI em Tikrit (cerca de 170 quilômetros da capital Bagdá) e o sucesso dessa operação, fez dela uma figura importante nas Unidades de Mobilização Popular do Iraque - organização militar reconhecida pelo governo e que reúne 40 milícias predominantemente xiitas.

De acordo com uma entrevista concedida à rede de notícias CNN, Wahida já recebeu dezenas de ameaças de morte, incluindo do líder do autoproclamado califado do EI no Iraque e na Síria, Abu Bakr al-Baghdadi.

“Sou mais procurada por eles que o nosso primeiro-ministro”, disse ao contar quantos carros-bomba já foram estacionados perto de sua casa. Wahida disse também que "na luta contra o grupo extremista, perdeu dois maridos, o pai, o irmão, além da sua ovelha, cachorro e passarinhos".

Segundo a nota "Sua fama no Iraque, no entanto, vai além das suas habilidades militares. Nas redes sociais, Wahida postou imagens gráficas que mostram o destino dos militantes do EI que tem o azar de cair em suas mãos: são decapitados e têm suas cabeças depois colocadas em uma panela com água fervente."

O vídeo abaixo, com legendas em inglês, mostra Wahida em ação, organizando seus homens momentos antes de irem a combate. 

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