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Países do Brics pedem reforma do Conselho de Segurança da ONU

Após a 8ª Cúpula dos Brics, realizada em Cavelossim, no estado indiano de Goa, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul fizeram um novo apelo por um mundo "multipolar". Por meio de um documento, que foi aprovado por unanimidade, o grupo pede uma "transição rumo a uma ordem internacional mais justa, democrática e baseada no papel central da ONU". [Leia mais...]

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Foto : Beto Barata/PR

Por Matheus Simoni no dia 16 de Outubro de 2016 ⋅ 16:10

Após a 8ª Cúpula dos Brics, realizada em Cavelossim, no estado indiano de Goa, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul fizeram um novo apelo por um mundo "multipolar". Por meio de um documento, que foi aprovado por unanimidade, o grupo pede uma "transição rumo a uma ordem internacional mais justa, democrática e baseada no papel central da ONU".

Por conta disso, os Brics cobram a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas - um antigo pleito brasileiro - para torná-lo mais "representativo e eficiente". Com 109 parágrafos, a chamada "Declaração de Goa" aponta em seis deles a questão do terrorismo. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pediu para a comunidade internacional agir com "decisão" contra as fontes que financiam e apoiam grupos extremistas.

Sobre a Síria, os Brics cobram a construção de um diálogo nacional e de um processo político "guiado por Damasco" - principal discordância entre Rússia e Estados Unidos em relação ao país árabe. Além disso, os cinco países defendem a convivência entre o Estado Palestino e Israel no Oriente Médio.

Contudo, as discussões durante a cúpula foram dominadas por questões "internas", como o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), entidade criada pelos Brics para ser uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O NBD será responsável por financiar projetos de sustentabilidade em 2017, prevendo investir US$ 2,5 bilhões. A cúpula de Goa contou com a presença dos presidentes Michel Temer (Brasil), Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China) e Jacob Zuma (África do Sul), além do anfitrião Modi.

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