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Vinte e nove jornalistas já foram mortos nas Américas neste ano

Destes, quatro são brasileiros e um é baiano

[Vinte e nove jornalistas já foram mortos nas Américas neste ano]
Foto : Divulgação / AFP

Por Lara Ferreira no dia 11 de Outubro de 2018 ⋅ 21:30

A violência contra jornalista por exercício da profissão nas Américas já deixou 29 mortos só neste ano. De acordo com a Sociedade Interamericana de Imprensa, é um dos números mais altos dos últimos tempos. 
 
A SIP, entre janeiro e outubro, notifica 11 jornalistas mexicanos, seis norte-americanos, quatro brasileiros, três equatorianos, dois guatemaltecos, dois colombianos e um nicaraguense que foram assassinados. Um fotojornalista haitiano, ainda, está desaparecido.
 
Entre os brasileiros, está Marlon de Carvalho Araújo, profissional independente de Riachão do Jacuípe, município da Bahia. Além dele, Jairo Sousa, da Rádio Pérola, de Bragança, no Pará; Jefferson Pureza Lopes, da Beira Rio FM, de Edalina, Goiás; e Ueliton Bayer Brizon, do Jornal de Rondônia, de Cacoal, Rodônia. 
 
A Assembleia Geral da organização da SIP, que acontece de 19 a 22 de outubro, em Salta, na Argentina, vai abordar o tema. 
 
A SIP é uma organização sem fins lucrativos, com sede em Miami, nos Estados Unidos e se dedica à defesa e promoção da liberdade de imprensa no continente. 
 
Já de acordo com a ONG internacional Repórteres Sem Fronteiras, o Brasil é o segundo país da América Latina com o maior número de jornalistas mortos entre os anos de 2010 e 2017.

Neste período, 26 repórteres foram mortos no país por motivos relacionados ao exercício da profissão. O Brasil fica apenas atrás do México, com 52 assassinatos.

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