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Justiça chilena condena 53 agentes da ditadura por execuções

Penas variam entre três e 20 anos de prisão; outros oito agentes foram absolvidos das acusações

[Justiça chilena condena 53 agentes da ditadura por execuções]
Foto : Wikimedia Commons

Por Juliana Rodrigues no dia 04 de Dezembro de 2018 ⋅ 10:00

A Justiça do Chile condenou ontem (3) 53 agentes de Estado por responsabilidade na execução de oito membros do Partido Comunista em 1976, durante a ditadura de Augusto Pinochet. Trata-se de uma das maiores sentenças ligadas a violações de direitos humanos no país.

Segundo o Poder Judiciário chileno, o juiz especial para casos de violações aos direitos humanos da Corte de Apelações de Santiago, Miguel Vázquez Plaza, expediu a sentença pelo crime de sequestro qualificado.

As penas dos 53 agentes, que integravam a Direção de Inteligência Nacional (DINA) - polícia secreta da ditadura entre 1973 e 1977 -, variam entre três e 20 anos de prisão. Já outros oito agentes foram absolvidos das acusações.

Um dos condenados é o brigadeiro do Exército Miguel Krassnoff Martchenko, que, com a sentença de hoje, já soma 700 anos de prisão por violações aos direitos humanos.

De acordo com números oficiais, cerca de 3,2 mil chilenos foram mortos durante a ditadura de Pinochet e quase 1,2 mil ainda são considerados desaparecidos. Na época, 33 mil pessoas foram torturadas e presas por motivos políticos.

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