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Venezuela torturou militares acusados de conspiração, segundo relatório

Documento afirma que, em alguns casos familiares dos militares também eram detidos e abusados

[Venezuela torturou militares acusados de conspiração, segundo relatório]
Foto : Miraflores Palace/Divulgação/Reuters

Por Kamille Martinho no dia 09 de Janeiro de 2019 ⋅ 12:40

Em relatório publicado hoje (09) por 2 grupos de direitos humanos, consta que forças de segurança têm detido e torturado dezenas de militares acusados de conspirar contra o governo venezuelano e, em alguns casos, até seus familiares.

O relatório, da Human Rights Watch e da organização venezuelana Fórum Penal, afirma que as forças também torturaram civis e é publicado em um momento crucial, cujos países da região pedem que a Corte Penal Internacional investigue o governo da Venezuela por supostos crimes contra a humanidade.

Os grupos identificaram 32 casos, nos quais supostos conspiradores detidos pelo Sebin, serviço de inteligência, e pelo DGCIM, grupo de inteligência militar, foram alvos de espancamentos, asfixiamento e choques elétricos para revelar detalhes dos supostos planos contra o governo. Em alguns casos em que as autoridades não conseguiam encontrar os procurados, detinham e abusavam de familiares para descobrir sua localização.

“O governo venezuelano tem brutalmente reprimido membros das Forças Armadas acusados de conspirar contra ele”, relata em comunicado o diretor da Human Rights Watch para as Américas, José Miguel Vivanco.

Segundo os grupos, em um caso específico, oficiais do Exército não identificados prenderam José Marulanda, parceiro de uma sargenta do Exército acusada de conspirar contra o governo. Marulanda disse ter sido espancado na cabeça com tanta força na sede da DGCIM, que perdeu a audição do ouvido direito.

O Ministério de Informação da Venezuela não respondeu a pedido por comentário sobre o relatório.

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