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Baiano suspeito de racismo diz que computador foi hackeado

iago Zanfolin Santos da Silva, de 26 anos, é suspeito de injúria racial contra atrizes e repórteres da Rede Globo de Televisão. Depois de prestar depoimento em Brumado, o suspeito foi levado para o Rio de Janeiro. Ele poderá responder pelos crimes de injúria racial, racismo e associação criminosa. [Leia mais...]

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Foto : Divulgação/ Polícia Civil

Por Milene Rios no dia 17 de Março de 2016 ⋅ 10:10

O baiano preso na cidade de Brumado, no sudoeste da Bahia, suspeito de injúria racial contra atrizes e repórteres da Rede Globo de Televisão, disse em depoimento à polícia, na quarta-feira (16), que é inocente. De acordo o delegado Leonardo Rabelo, titular da 20ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Brumado, Tiago Zanfolin Santos da Silva, de 26 anos, alegou que foi alvo de hackers em um grupo que administrava no Facebook e negou ser autor das ofensas.

Ainda segundo a polícia, Tiago Zanfolim chegou a registrar uma queixa na Polícia Civil de Brumado, no ano passado, para informar sobre o suposto ataque à página em que era administrador. A polícia, no entanto, diz que não passou de uma estratégia para tentar se desvincular do crime.

"Ele fez isso para tentar se desvencilhar da acusação. Ele percebeu que a polícia poderia chegar a ele e tentou utilizar a tática. Dados técnicos de investigação apontam que o computador usado na prática do crime foi dele. Ele que coordenava esse grupo criminoso", disse o coordenador Leonardo Rabelo.

Segundo a polícia, a quadrilha que Tiago é suspeito de integrar disputa com outros grupos que também publicam ofensas racistas na internet. "Eu não tenho nenhuma dúvida de que seja ele [o autor das ofensas] e quem pratica isso é em função de ego. Eles disputam com outros grupos para saber quem ataca mais. É como se fosse uma situação de gangue", afirma.

De acordo com a investigação policial, os ataques saíram do computador de Tiago, que foi apreendido junto com um celular e um notebook na operação de quarta-feira. Segundo a Polícia Civil de Brumado, Tiago trabalha em uma loja de venda e manutenção de equipamentos na cidade. Ele foi preso em casa e não ofereceu resistência.

Depois de prestar depoimento em Brumado, o suspeito foi levado para o Rio de Janeiro. Ele poderá responder pelos crimes de injúria racial, racismo e associação criminosa.

A operação foi comandada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro e aconteceu em sete estados: Rio, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Minas, São Paulo e Rio Grande do Sul. Além de Tiago, detido em Brumado, foram presas mais três pessoas. A ação ainda cumpriu 11 mandados de busca e apreensão.

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