Polícia

Traficantes mortos na operação em Valéria estavam envolvidos em 13 homicídios

Os seis traficantes mortos durante a operação conjunta das polícias Civil e Militar, deflagrada na última sexta-feira (7), nos bairros de Valéria e Fazenda Coutos, estavam envolvidos em treze homicídios ocorridos na região, somente entre 25 de fevereiro e 25 de julho deste ano, segundo apuração da Delegacia de Homicídios Múltiplos. Dois deles, no entanto, não tem passagens pela polícia. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Correio

Por Stephanie Suerdieck no dia 10 de Agosto de 2015 ⋅ 16:33

Os seis traficantes mortos durante a operação conjunta das polícias Civil e Militar, deflagrada na última sexta-feira (7), nos bairros de Valéria e Fazenda Coutos, estavam envolvidos em treze homicídios ocorridos na região, somente entre 25 de fevereiro e 25 de julho deste ano, segundo apuração da Delegacia de Homicídios Múltiplos. Dois deles, no entanto, não tem passagens pela polícia.

O delegado titular da DHM, Odair Carneiro, responsável pela coordenação do caso, disse, nesta segunda-feira (10), na divulgação do balanço da operação, que o grupo faz parte de uma quadrilha responsável por dezenas de crimes, entre eles, o triplo homicídio dos traficantes rivais Fábio Conceição Brito, o “Cebola”, Ubiraí Albana Nascimento e um homem de prenome “Caíque”, mortos a tiros no dia 25 de fevereiro, em Fazenda Coutos. Os outros crimes ocorreram em 9 de abril, 8 de junho, 23 de julho e 25 de julho.

O que chamou a atenção da polícia durante a investigação dos crimes foi o relato das testemunhas quanto à violência com que agiam os criminosos. “Esta quadrilha tem como modus operandi torturar as vítimas antes de matá-las, sempre com muita crueldade, utilizando facões e esquartejando os corpos”, salientou o delegado José Bezerra, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Dos seis traficantes mortos em confronto, quatro possuíam antecedentes criminais. Um deles, que foi o último a ser identificado, é um adolescente de 15 anos, que não tem passagem pela Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI). O delegado informou que será investigado o envolvimento do menor na quadrilha, já que seu nome foi indicado por testemunhas e comparsas também como participante em diversos destes homicídios.

Os seis reagiram à abordagem, em quatro confrontos distintos, e dispararam contra os policiais. Houve troca de tiros e todos foram socorridos ao Hospital do Subúrbio depois de feridos, mas não resistiram. Seis armas foram apreendidas com os traficantes mortos, além de duas pistolas calibres ponto 40 e 380, e quatro revólveres calibre 38.

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