
Política
Barbaridade promovida pela base de Bolsonaro, diz Bob Fernandes sobre fundo de R$ 5,7 bi
Declaração do jornalista foi dada durante o Jornal da Metropole no Ar, na Rádio Metropole

Foto: Reprodução/Facebook
A aprovação do fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões nesta quinta-feira (15) é mais uma barbaridade promovida pela base partidária do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso Nacional. A afirmação foi feita pelo jornalista Bob Fernandes nesta sexta-feira (16), durante participação no Jornal da Metropole no Ar, da Rádio Metropole.
“Quem basicamente votou em favor desse absurdo fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões foi a base do governo. Os chamados partidos de esquerda, sempre tão atacados, votaram contra”, declarou Bob, referindo-se ao dinheiro que em 2022 será o triplo do disponibilizado nas eleições de 2018 e 2020, quando o aporte era de R$ 2 bilhões. Dezoito dos 39 deputados da Bahia votaram a favor do fundo mais inflado.
Apesar de Bolsonaro ter sido eleito ancorado em um discurso antissistema, Bob Fernandes afirma que a conduta do presidente já era previsível diante de sua trajetória de quase 30 anos como deputado. Atualmente, o chefe do Executivo federal se vê acuado em meio a suspeitas de irregularidades em contratos do governo para a compra de vacinas contra a Covid-19.
“Bolsonaro foi eleito usando massivamente o WhatsApp, com empresários pagando campanha. Absolutamente dominado, prisioneiro, refém do centrão, orçamento paralelo de R$ 2 bilhões. Aquela bancada do cheque que está defendo o governo na CPI da Covid. Só quatro parlamentares ali receberam R$ 660 milhões em emendas. Todo o sistema, a corrupção na compra das vacinas, nada segura. Era absolutamente previsível o que está acontecendo”, disse.
“Essa votação de ontem é apenas mais um rebote em direção ao mesmo lugar. Isso descredencia a política aos olhos das multidões.”
Para o jornalista, embora o financiamento de campanha com dinheiro público seja questionável, o Brasil, por outro lado, precisa discutir mecanismos para financiar a política.
“Fazer campanha eleitoral custa dinheiro. Quem paga? Ou só vai ter milionário disputando mandato ou o Brasil precisa decidir o que faz com isso. Como é que faz isso? Também não dá pra fazer ‘ah, não tem, se virem’. Não funciona”, declarou.
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