Política

Geddel sobre troca de mensagens com Léo Pinheiro: “Nenhuma ilegitimidade”

O presidente estadual do PMDB e ex-ministro, Geddel Vieira Lima falou, na manhã desta quinta-feira (21), em entrevista à Rádio Metrópole, sobre o relatório da Polícia Federal (PF), divulgado pelo jornal O Globo, onde aponta que o peemedebista trocou diversas mensagens com o presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, condenado a mais de 16 anos de prisão na Operação Lava Jato. Geddel classificou o ocorrido como “uma coisa engraçada” e disse que as pessoas podem transformar “coisas normais em criminosas”. [Leia mais...]

[Geddel sobre troca de mensagens com Léo Pinheiro: “Nenhuma ilegitimidade”]
Foto : Tácio Moreira/ Metropress

Por Paloma Andrade e Matheus Morais no dia 21 de Janeiro de 2016 ⋅ 08:32

O presidente estadual do PMDB e ex-ministro, Geddel Vieira Lima falou, na manhã desta quinta-feira (21), em entrevista à Rádio Metrópole, sobre o relatório da Polícia Federal (PF), divulgado pelo jornal O Globo, onde aponta que o peemedebista trocou diversas mensagens com o presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, condenado a mais de 16 anos de prisão na Operação Lava Jato. Geddel classificou o ocorrido como “uma coisa engraçada” e disse que as pessoas podem transformar “coisas normais em criminosas”. 

“Não há, na troca de mensagens, nenhuma ilegitimidade e nem imoralidade. O que foi tratado nas mensagens é o seguinte: eu fui vice-presidente jurídico da caixa e procurei grandes empresas para oferecer negócios da Caixa, e Léo Pinheiro e o OAS foram procurados. Eu estava tratando com Léo de documentos, onde está o problema? Consegui liberar crédito, eu ia tratar capital de giro com quem? Era minha obrigação”, defendeu. 

Entre os assuntos que foram tratados com o presidente da empreiteira, Geddel afirmou que mediou uma tese com relação as concessões. “Léo Pinheiro levou uma tese da concessão do aeroporto de Cumbica em São paulo, ele pediu para eu marcar uma audiência com Moreira Franco, ministro da Aviação, porque havia uma tese de que quem havia vencido uma licitação não poderia participar de outra. Nessa venceu a Odebrecht, outros amigos nossos da Bahia. Eu mediei uma tese”, afirmou. 

Geddel explicou, ainda, que outro contato com Léo ocorreu, também, para encaminhar o currículo de um amigo que pretendia voltar a trabalhar na OAS. “Um colega meu de Maristas havia trabalhado na OAS, quando saiu da faculdade, no governo de [Jaques] Wagner. Ele trabalhou na Bahiagás, ele foi para a Sudene, saiu da Sudene e pediu para eu dar uma força com alguém na OAS para ele voltar, ele estava com o currículo pronto”. 

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