Política

Aliado do governo, Leonardo Picciani é reeleito líder do PMDB na Câmara

O atual líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), aliado do governo da presidente Dilma Rousseff, foi reeleito nesta quarta-feira (17) para um mandato de mais um ano à frente da bancada do partido. Com 37 votos favoráveis, ele derrotou o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), apoiado pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Motta recebeu 30 votos. [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Stephanie Suerdieck no dia 17 de Fevereiro de 2016 ⋅ 16:38

O atual líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), aliado do governo da presidente Dilma Rousseff, foi reeleito nesta quarta-feira (17) para um mandato de mais um ano à frente da bancada do partido. Com 37 votos favoráveis, ele derrotou o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), apoiado pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Motta recebeu 30 votos. Além disso, dois deputados votaram em branco. O resultado da eleição destaca a divisão interna da bancada peemedebista, que tem uma ala pró-Dilma e outra favorável ao afastamento da presidente. Apesar disso, após ser reeleito, Picciani falou em união da bancada. "A vitória é de toda a bancada do PMDB, que vai caminhar junta", declarou. A disputa pelo comando da bancada peemedebista, a maior dentro da Câmara, ficou ainda mais movimentada nos últimos dois meses devido ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, assim como a tramitação de projetos de interesse de governo na Casa.

Vale lembrar que o ministro da Saúde, Marcelo Castro, pediu licença temporária do cargo para reassumir o mandato de deputado na Câmara e reforçar os votos a favor de Picciani. Ao chegar no plenário de votação, o ministro foi recebido por um protesto que teve “chuva” de papéis com a estampa do mosquito Aedes aegypti. O ato foi organizado pelo Partido Solidariedade, aliado à Cunha, com o objetivo de criticar a saída de Marcelo Castro da pasta em meio à crise do vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes.

Impeachment

Agora, os líderes de cada bancada terão que indicar os integrantes da comissão especial que analisará o pedido de afastamento da presidente Dilma. As 65 cadeiras do colegiado serão distribuídas de acordo com o tamanho das bancadas - o PMDB terá direito a oito nomes.

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