Política

Vera Cruz: irmã e esposa do prefeito, secretárias acumulam até três cargos

Em tempos de crise econômica, diversas pessoas se encontram numa situação de busca por um emprego. O tão falado período negro na economia brasileira atinge boa parte da população, que busca cada vez mais alternativas para se trabalhar. Mas há quem surfe na onda da crise e acumule até três cargos no poder público e esteja ok com isso. A situação acontece na prefeitura de Vera Cruz, município a 13 km de Salvador. [Leia mais...]

[Vera Cruz: irmã e esposa do prefeito, secretárias acumulam até três cargos]
Foto : Tacio Moreira/ Metropress

Por Matheus Simoni no dia 29 de Fevereiro de 2016 ⋅ 16:26

Em tempos de crise econômica, diversas pessoas se encontram numa situação de busca por um emprego. O tão falado período negro da economia brasileira atinge boa parte da população, que busca cada vez mais alternativas para trabalhar. Mas, enquanto tantos correm atrás, há quem acumule até três cargos no poder público e esteja ok com isso. A situação acontece na Prefeitura de Vera Cruz, município a 13 km de Salvador. Separadas pelas águas da Baía de Todos os Santos, as duas cidades têm uma dupla de servidoras com duplo vínculo no serviço público.

São as secretárias de Saúde e de Educação de Vera Cruz, Adriana Cecília Vinagre Lemos, esposa do prefeito Antonio Magno (PT), e Ademildes de Souza Conceição, irmã dele. Conforme o Metro1 apurou, ambas são concursadas como assistentes sociais no Hospital Geral do Estado (HGE) e na Unidade de Pronto Atendimento Adroaldo Albergaria, localizada em Periperi.

Segundo o coordenador da Coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) de Vera Cruz, Lucas Leite, ambas assumem cargo de confiança quando estão descumprindo a legislação. "A APLB precisa fazer mesas de negociação e conversas para resolver as demandas da carreira dos servidores do município, mas ela nunca tem agenda pra gente. Tentamos resolver algum problema e ela não pode nos atender", disse ele, em conversa com o Metro1.

Ainda segundo o coordenador, além da denúncia de duplo vínculo, há outras irregularidades com a nomeação das secretárias. "Fizemos uma busca no Tribunal de Contas do Município (TCM) e vimos que elas não são indicadas pela Prefeitura como secretárias de Educação e Saúde, e sim como assistentes sociais, com salário de R$ 6 mil", afirmou ele.

Procuradas pelo Metro1, tanto a secretaria de Educação quanto a de Saúde não retornaram as ligações. Assim como recentemente fez a Prefeitura de Madre de Deus, a gestão municipal se limitou apenas a informar que a prefeitura de Vera Cruz só tem expediente até as 14h.

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