Política

Banco Central bloqueia R$ 35,5 milhões de João Santana, mulher e lobista

O Banco Central bloqueou nesta segunda-feira (29) R$ 35,5 milhões de contas do publicitário João Santana, da mulher dele, Mônica Moura, do lobista Zwi Scornicki e da Polis Propaganda, empresa do marqueteiro do PT. A ordem foi do juiz federal Sérgio Moro e o bloqueio foi confirmado por meio de ofício enviado ao magistrado responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Agência Brasil

Por Stephanie Suerdieck no dia 29 de Fevereiro de 2016 ⋅ 19:22

O Banco Central bloqueou nesta segunda-feira (29) R$ 35,5 milhões de contas do publicitário João Santana, da mulher dele, Mônica Moura, do lobista Zwi Scornicki e da Polis Propaganda, empresa do marqueteiro do PT. A ordem foi do juiz federal Sérgio Moro e o bloqueio foi confirmado por meio de ofício enviado ao magistrado responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância. Procurado pelo G1, o Banco Central informou que "não divulga informações sobre o cumprimento de ordens judiciais de bloqueio ou desbloqueio de ativos de investigados, em razão do sigilo legal que preserva os dados bancários e o direito à intimidade."

Moro já havia autorizado o bloqueio de até R$ 25 milhões de cada uma das contas bancárias dos suspeitos. O dinheiro bloqueado estava depositado em contas bancárias que eles mantinham no Bradesco, no Itaú e no Banco Pactual. Ainda segundo o G1, de João Santana, o Banco Central informou ter bloqueado R$ 2,7 milhões no Bradesco e no Itaú. A autoridade monetária também congelou R$ 28 milhões de Mônica Moura nos mesmos bancos. Além disso, outros R$ 400 mil foram bloqueados da Polis Propaganda. Conforme comunicou o Banco Central, também foram bloqueados R$ 4,4 milhões de Scornicki, engenheiro que trabalhou na Petrobras e, segundo o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, se tornou operador de propinas.

João Santana e Mônica Moura foram presos na última terça-feira (23) na 23ª fase da Operação Lava Jato. O casal é suspeito de receber US$ 7,5 milhões desviado da Petrobras em uma conta não declarada no exterior. A prisão temporária deles, inicialmente de cinco dias, foi prorrogada por Moro por mais cinco dias na última sexta-feira (26).

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