Política

"Cortina de fumaça", diz MPF sobre polêmica de condução coercitiva de Lula

Em nota emitida, na noite deste último sábado (5), a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, reafirmou a necessidade da condução para depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o texto "instalou-se uma falsa controvérsia sobre a natureza e circunstâncias da condução coercitiva” de Lula, e que a discussão é apenas “cortina de fumaça sobre os fatos investigados”. [Leia mais...]

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Foto : Paulo Pinto/Agência Brasil

Por Jessica Galvão no dia 06 de Março de 2016 ⋅ 08:59

Em nota emitida, na noite deste último sábado (5), a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, reafirmou a necessidade da condução para depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o texto "instalou-se uma falsa controvérsia sobre a natureza e circunstâncias da condução coercitiva” de Lula, e que a discussão é apenas “cortina de fumaça sobre os fatos investigados”.

De acordo com o MPF, no decorrer das 24 fases da Operação, 117 mandados de condução coercitiva foram cumpridos, todos com autorização do juiz federal Sérgio Moro. “Apenas nesta última fase e em relação a apenas uma das conduções coercitivas determinadas, a do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, houve a manifestação de algumas opiniões contrárias à legalidade e constitucionalidade dessa medida, bem como de sua conveniência e oportunidade”, disse os procuradores.

Para o Ministério Público Federal, a condução coercitiva tem um grau de gravidade menor do que a prisão temporária e tem o intuito de atender a finalidades úteis para a investigação, como garantir a segurança do investigado e da sociedade, além de evitar “a dissipação de provas ou tumulto na sua colheita, além de propiciar uma oportunidade segura para um possível depoimento”, relataram os investigadores.

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