Política

"Duas dezenas de pessoas" confirmaram que triplex é de Lula, diz promotor

Promotores do Ministério Público de São Paulo detalharam, na tarde desta quinta-feira (10), a denúncia contra o ex-presidente Lula sobre o caso do triplex do Guarujá. A juíza Maria Priscila Veiga Oliveira, da 4ª vara criminal da Justiça paulista, é quem vai decidir se o ex-presidente vai virar réu pelo crime de ocultação de patrimônio. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Jornal Nacional

Por Bárbara Silveira no dia 10 de Março de 2016 ⋅ 17:08

Promotores do Ministério Público de São Paulo detalharam, na tarde desta quinta-feira (10), a denúncia contra o ex-presidente Lula sobre o caso do triplex do Guarujá. A juíza Maria Priscila Veiga Oliveira, da 4ª vara criminal da Justiça paulista, é quem vai decidir se o ex-presidente vai virar réu pelo crime de ocultação de patrimônio. De acordo com o promotor José Carlos Blat, o inquérito não tem relação com a Operação Lava Jato.

De acordo com os promotores, o MP paulista concluiu que o ex-presidente é o dono do imóvel. “Duas dezenas de pessoas nos relataram que aquele triplex era destinado ao ex-presidente Lula e sua família. Vale dizer que dentre essas pessoas figuravam funcionários do prédio, moradores, funcionários da OAS, o proprietário da empresa que fez a reforma nos relatou que fez uma reunião para apresentar parte da reforma com a presença da ex-primeira dama e o seu filho”, explica o promotor Cássio Conserino.

O ex-presidente foi denunciado por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Já Marisa Letícia foi denunciada por lavagem de dinheiro e o filho deles, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por participação em lavagem de dinheiro. As outras 13 pessoas foram denunciadas pelos crimes de estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Primeiro, a juíza vai analisar as acusações dos promotores. Se decidir dar início ao processo criminal, os réus serão chamados para apresentarem uma defesa preliminar. A partir daí, será decidido pelo seguimento ou não do processo, segundo o promotor José Carlos Blat.

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