Política

Geddel defende saída da base do governo durante convenção do PMDB

Durante a convenção nacional do PMDB, realizado na manhã deste sábado (12), o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o rompimento com o governo, além de um protagonismo maior do PMDB na política nacional foram os destaques das discussões. Representantes do PMDB sindical e presidentes de diretórios estaduais foram os primeiros a se pronunciar. A plateia gritou “Fora, Dilma” em vários momentos. [Leia mais...]

[Geddel defende saída da base do governo durante convenção do PMDB]
Foto : Filipe Matoso / G1

Por Camila Tíssia no dia 12 de Março de 2016 ⋅ 14:19

Durante a convenção nacional do PMDB, realizado na manhã deste sábado (12), o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o rompimento com o governo, além de um protagonismo maior do PMDB na política nacional foram os destaques das discussões. Representantes do PMDB sindical e presidentes de diretórios estaduais foram os primeiros a se pronunciar. A plateia gritou “Fora, Dilma” em vários momentos.

A convenção deve reconduzir para um novo mandato na presidência do partido o vice-presidente da República, Michel Temer, candidato único, de acordo com a publicação do G1. Além disso, deverá ser o primeiro passo para a saída do PMDB do governo. Os convencionais aprovaram um "aviso prévio” de 30 dias do partido no governo Dilma Rousseff. Nesse prazo, o diretório nacional a ser eleito neste sábado se reunirá e tomará a decisão final.

O presidente estadual do partido, Geddel Vieira Lima, defendeu o rompimento "imediato" do PMDB do governo e disse que a presidente Dilma não tem mais condições de governar. "Se a primeira mulher presidente da República perde as condições de ir à televisão no Dia Internacional da Mulher, com medo que as panelas pipoquem, que autoridade de governança tem mais? Nenhuma. Esse é o símbolo de que basta", afirmou.

Geddel leu uma moção que pede o rompimento do PMDB com o governo e a saída dos peemedebistas que ocupam ministérios. Ficou definido que o diretório nacional, que será eleito neste sábado, ficará responsável por se posicionar, em 30 dias, sobre as moções apresentadas durante o evento. Mesmo com o PMDB tendo sete ministérios, nenhum dos oradores inscritos para discursar defendeu o governo.

 

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