Política

Líder do PT na Câmara cita “convulsão social” e nega blindagem de Lula

A divulgação das gravações telefônicas entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula (PT) foi comentada pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (17). De acordo com o deputado, a divulgação do conteúdo tem como única função causar uma “convulsão social” e atrapalha o debate público e democrático. [Leia mais...]

[Líder do PT na Câmara cita “convulsão social” e nega blindagem de Lula]
Foto : Manuela Cavadas / Arquivo Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 17 de Março de 2016 ⋅ 09:43

A divulgação das gravações telefônicas entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula (PT) foi comentada pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (17). De acordo com o deputado, a divulgação do conteúdo tem como única função causar uma “convulsão social” e atrapalha o debate público e democrático.

“Os empresários podem investir, mas não estão investindo por causa da crise política. Tem gravação do governador do Piauí pedido para Lula assumir o ministério e ele não aceitou com medo que parecesse blindagem. Lula não foi para o ministério para se blindar. Não foi blindagem. O presidencialismo poderá ser reformulado, mas agora não justifica impeachment. Nãos e pode romper a democracia. Os atos de Moro são ilegais, o vazamento sistemático, a condução coercitiva e eu sou defensor das investigações. A gravação foi ilegal e Lula foi para o ministério para tentar tirar o Brasil da crise. Eu não vou fazer o debate nesse nível de filhote da ditadura”, disse.

De acordo com Florence, a bancada do PT é a favor e defende as investigações da Lava Jato. “É obvio que o pedido de impeachment está assegurado na Constituição, as manifestações do ultimo dia 13 foram expressivas, nós apelamos para que as manifestações sejam pacificas, as manifestações do dia 31 e 18. Os últimos fatos são os seguintes: Lula já tinha feito três depoimentos. O tema em questão é que as provas cabais apontam que Lula não é dono do sítio e nem do tríplex. A condução coercitiva não era necessária. Manifestação de rua dá sustentação a um ato de impeachment se ele tiver fundamento. A ligação de Dilma para Lula é administrativa, a gravação da presidenta para qualquer cidadão tem que ser datada. A ligação foi feita de forma ilegal. Todo mundo sabe que Cunha fez um processo de barganha. O DEM e o PSDB sempre apoiaram Cunha, agora não apoiam mais. Agora eles querem o impeachment, impeachment é golpe. Deve prevalecer a vontade popular”, concluiu.

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