Política

"Comissão ficou com a maioria pró-impeachment", diz Lúcio Vieira Lima

A Câmara dos Deputados elegeu na tarde de quinta-feira (17), em votação aberta, os 65 integrantes da comissão especial que primeiro analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. [Leia mais...]

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Foto : Agência Câmara

Por Milene Rios e Gabriel Nascimento no dia 18 de Março de 2016 ⋅ 07:34

A Câmara dos Deputados elegeu na tarde de quinta-feira (17), em votação aberta, os 65 integrantes da comissão especial que primeiro analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A comissão foi eleita por 433 votos a favor e apenas 1 contrário, do deputado José Airton Cirilo (PT-CE). O deputado Federal Lúcio Vieira Lima, avaliou, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (18) que a expressiva votação se deu porque a base governista não tinha nomes que se despusessem a votar em defesa da presidente. 

"Inicialmente, o prazo que temos são de 15 sessões, 10 pra defesa e 5 pra apresentar o relatório e ser votado. Inclusive, permaneço hoje em Brasília para que tenha sessão agora na sexta e com o objetivo de contar o prazo e adiantar este processo aqui. Nós tivemos uma comissão eleita, apesar da base ser a maioria governista, por incrível pareça, a comissão ficou com a maioria pró-impeachment porque os partidos da base tiveram dificuldades pra encontrar nomes de se dispusessem a defender o governo então terminou com o máximo pró impeachment", afirmou. 

Para o peemedebista, em situações como esta, o político sofre pressão da família e da própria população, que cobra respostas. "Tem alguns que também ainda não saíram do armário, a maioria que existe hoje vai ser ampliada bastante no dia da votação até porque o voto é aberto.", disse o deputado. O que o político tem medo é das ruas e a pressão popular tá muito grande aqui em Brasília. Toda noite você vê grupos protestando, colegas meus que eram contra o impeachment, e os filhos pedindo que eles votem a favor pra não ficar mal na escola, e eles dizem que estão indecisos. O que a gente chama de transição. Efetivamente está muito grave a situação.", ressaltou. 

Lúcio comentou ainda, a situação do ex-presidente Lula diante das polêmicas gravações das ligações interceptadas, pela Polícia Federal. "Ontem peguei um táxi e o taxista dizendo que tá um nojo isso, e culminou nessa história de nomear Lula como ministro e a intenção que tentou se passar que a vinda do ex-presidente para o ministério era pra tentar organizar o governo e, no entanto, ficou comprovado que nada mais é que uma manobra para obstruir a investigação da justiça nesses fatos que o ex-presidente tá sendo acusado e a cada dia aparece mais provas mostrando que o tal sítio é do ex-presidente", declarou Lúcio. 

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